#Governo da presidente Dilma Rousseff passa por momento de forte turbulência, inclusive em relação aos índices de apoio nas pesquisas que institutos especializados divulgam regularmente.

O escândalo na Petrobras gera graves danos à imagem de Dilma Rousseff. O apoio à presidente desabou e está em 13%, de acordo com pesquisa Datafolha revelada ontem, 19. Nesta mesma data, o governo apresentou um pacote de medidas anticorrupção para tentar recuperar a popularidade.

A presidente afirmou que seu governo não se compromete com a corrupção e tem o compromisso e a obrigação de combater a impunidade que alimenta a corrupção.

Publicidade
Publicidade

Afirmou ainda que essas medidas reforçam a luta contra a impunidade. Referiu-se à impunidade como sendo o principal fator que garante a reprodução da corrupção.

A presidente Dilma anunciou as medidas três dias após mais de 1 milhão e meio de pessoas transbordarem as ruas do país exigindo a deposição da mesma, por seu suposto papel no caso da Petrobras e má gestão econômica. Tendo iniciado seu segundo mandato há apenas 2 meses e meio, o governo de Dilma tem sido assolado por problemas.

De acordo com a nova pesquisa Datafolha, 62% dos entrevistados classificam sua administração como ruim ou muito ruim. Este é o nível mais alto desde setembro de 1992 - semanas antes de o então presidente Fernando Collor de Mello, com 68% de rejeição, ter sido afastado do cargo pelo Congresso para enfrentar impeachment por corrupção.

Publicidade

Felizmente, Collor renunciou dois meses depois e evitou o impeachment.

Comparada com a pesquisa anterior do Datafolha, de 5 de fevereiro, a popularidade de Dilma perdeu dez pontos. Já o percentual de pessoas que consideram seu governo como bom ou muito bom diminuiu de 23% para 13%.

Mauro Paulino, diretor executivo da Datafolha, explica que com exceção de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e os seus próprios eleitores, todos os outros segmentos (sócio-econômicos, políticos ou demográficos) em sua maioria, reprovam o desempenho de Dilma Rousseff. Mesmo nos segmentos mais beneficiados com as políticas sociais do governo, a rejeição acontece.