O gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já está com posse do requerimento subscrito por parlamentares do PT para investigar o senador #Aécio Neves no caso da lista de Furnas. Os petistas baseiam seu requerimento em um depoimento da delação premiada do doleiro Alberto Youssef , em que afirma ter conhecimento do repasse de propina ao ex-candidato à presidência da República.

Requerido pelos deputados federais Padre João e Adelmo Leão, além do deputado estadual Rogério Correia, todos filiados ao PT de Minas Gerais, estado de Neves, o pedido está esperando análise do Ministério Público, porém, não há prazo determinado.

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Youssef explicou em delação que recolhia a propina da empresa Bauruense, que era subcontratada pela Furnas, para o falecido deputado do PP do Paraná, José Janele. O doleiro declarou que Janele lhe disse que dividia a responsabilidade da diretoria da empresa com Aécio Neves, que na época do esquema era deputado federal por Minas Gerais. Apesar de indicar o senador como beneficiário, Youssef nega ter tido qualquer tipo de contato com Neves.

Com as informações dadas por Youssef em seu depoimento em fevereiro deste ano sobre o possível envolvimento de Neves com as propinas no caso Furnas, o procurador-geral da República, Janot, pediu arquivamento ao procedimento de investigação do senador ao Supremo Tribunal Federal em março. Segundo alegou Janot, não foi possível recolher informações suficientes do doleiro que sinalizasse uma investigação contra Aécio Neves no caso da Petrobrás, por se considerar "fatos diversos e dissociados".

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Veracidade da lista

A existência real, ou não, da lista que envolve o nome de 156 políticos é questionada pelo PSDB desde sua divulgação em 2006. No mesmo ano, a lista foi considerada falsa pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigava fraude nos Correios. Em 2011, o PSDB entrou com inquérito civil contra o deputado Rogério Correia (PT) acusando-o de ter participado ativamente da falsificação do documento, alegando ligação entre ele e Nilton Moreira, condenado por falsificação de inúmeros papéis.

A lista foi posteriormente comprovada legítima pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e o pedido de instalação de inquérito do PSDB contra Correia foi arquivado por decisão da promotora Raquel Ribeiro Pacheco de Souza, do Ministério Público de Minas Gerais, em novembro do ano passado. #Justiça