Não são só os famosos que tiveram suas contas investigadas em uma agência do HSBC, na Suíça. Após rastrear os dados com nomes de gente como Jô Soares, Cláudia Raia e Maitê Proença (a última com um saldo de dois milhões), os veículos de comunicação começam a fazer uma análise de mais de 700 políticos que apareceram vinculados à instituição bancária entre os anos de 2006 e 2007. A investigação apura as informações obtidas por um técnico de informática do HSBC, Hervé Falciani. Uma parceria internacional dá exclusividade para a apuração do caso no Brasil para o portal de notícias UOL e para o jornal carioca O Globo.

Os valores da nova lista divulgada nesta quinta-feira (26) vão de zero a R$ 45 milhões.

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O caso conhecido como SwissLeaks exigiu uma apuração detalhada dos repórteres, já que os dados obtidos com Hervé Falcini em parceria com o jornal francês 'Lé Monde' muitas vezes não tinham todas as informações necessárias para se ligar a conta a uma pessoa. Todos os deputados federais, todos os deputados estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, os vereadores das capitais das cidades citadas e o palácio do planalto, inclusive, a presidente Dilma Rousseff, foram investigados.

Nomes de vários partidos são citados

A reportagem esclarece que não é crime ter conta no exterior, mas procura entender de onde surgiu tanto dinheiro e verificar se esses parlamentares avisaram sobre os depósitos ao Banco Central, o que se torna obrigatório com valores acima de R$ 100 mil. Os nomes da nova listagem são: Márcio Fontes, da executiva nacional do PSDB, duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf do PP de São Paulo, Marcelo Arar, vereador pelo PT no Rio de Janeiro, Lírio Parissoto, suplente do senador Eduardo Braga pelo PMDB, o ex-prefeito da cidade de Nitéroi pelo PDT, no Rio de Janeiro, Jorge Roberto e o presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho.

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Valores chegam a R$ 45 milhões

O maior valor apurado é de Lírio Parissoto, suplente do senador pelo Amazonas Eduardo Braga. Em 2007, um dos bilionários mais ricos do Brasil (segundo a revista Forbes tem uma fortuna de R$ 1,6 bilhões) possuía no banco suíço mais de R$ 45 milhões. Dono de uma empresa de resinas, o empresário em sua campanha em 2010 não declarou o patrimônio contido na agência em Genebra. #Governo