Os cofres do Senado Federal, e por consequência, o bolso do povo brasileiro, vem sendo esvaziado pelos luxos de alguns parlamentares. Por direito adquirido, os senadores podem fazer suas refeições e pedirem o ressarcimento do valor ao Senado. Foi o que fez o senador Cássio Cunha Lima (#PSDB-PB) em uma conta que custou R$ 7.567,60 ao contribuinte.

Segundo ato publicado pelo Senado em 2011, para que os senadores tenham gastos ressarcidos é necessário à apresentação de nota ou cupom fiscal original 'datado e com completa descrição da despesa emitida em seu nome'. Porém, não é o que vem acontecendo em algumas situações.

O caso de Cássio Cunha Lima demonstra bem a falta de transparência nos gabinetes parlamentares.

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Sabe-se que o valor de quase 10 salários mínimos foi pago devido a um jantar após uma homenagem ao seu pai, Ronaldo Cunha Lima, falecido há alguns anos, no plenário do Senado. O senador levou amigos e parentes a um dos restaurantes mais caros de Brasília e aproveitou uma boa refeição.

Descumprindo a resolução do próprio Senado, a nota entregue pelo senador (nº 221515) consta em sua descrição apenas a palavra 'refeições'. O gabinete de Cunha Lima justificou o caso dizendo que 'se o Senado referendou o documento dessa forma, não cabe ao senador responder por isso'.

Cada parlamentar recebe um valor de R$ 15 mil, mais a quantia equivalente a cinco passagens de ida e volta para o estado que representa, para despesas de gabinete. Sendo assim, cada senador recebe uma verba diferenciada. Esse dinheiro pode ser gasto da forma que o parlamentar achar mais adequada.

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Histórico

O senador Cássio Cunha Lima e seu pai, Ronaldo Cunha Lima, são velhos conhecidos em escândalos pessoais. O atual parlamentar foi cassado em 2009 quando exercia a função de governador do estado da Paraíba. Ele foi acusado de distribuir mais de 35 mil cheques em sua campanha no ano de 2006.

Já seu pai era mais adepto a violência. O ex-governador e ex-deputado federal pela Paraíba atirou três vezes contra seu antecessor no executivo do Estado, Tarcísio Burity, na cidade de João Pessoa. #Governo