Após provocar uma verdadeira ira entre parlamentares governistas e deputados de oposição, a quem classificou como "achacadores", o ministro da educação do #Governo Dilma, Cid Gomes, foi demitido do cargo nesta quarta-feira (18). Curiosamente, a informação foi divulgada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e não pela própria presidenta. Após comprar briga com Cunha durante discurso que fazia na câmara, Gomes se irritou e foi embora. Ao divulgar a queda do ministro, Cunha ouviu aplausos dos colegas deputados presentes no plenário.

"Acabei de receber uma ligação do ministro Mercadante informando que Cid Gomes foi demitido", salientou Cunha para um plenário lotado.

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Ainda no fim da sessão, após discutir veementemente com o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), Gomes viu o seu microfone ser sumariamente cortado por Cunha, que alegou que zelava pelo respeito na Casa. Profundamente irritado, o agora ex-ministro deixou o local no ato. 

O clima entre PMDB e o governo sofreria uma séria ruptura caso Cid Gomes fosse mantido no cargo depois do episódio desta quarta. O líder da bancada do partido na câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), chegou a afirmar que caso o então titular da pasta da Educação seguisse no governo o seu partido deixaria a base de apoio à Dilma Rousseff. Nos bastidores, fala-se que o temor de perder o seu fiel partido aliado fez com o #PT entregasse a cabeça de Gomes. Picciani ainda finalizou dizendo que não haveria condições de Cid seguir no cargo. 

Não bastasse o simples fato de ter de deixar o governo, Gomes ainda terá de enfrentar os tribunais.

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No fim da sessão, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, salientou que vai entrar com uma representação na justiça contra o ex-ministro: "Não posso permitir que alguém que venha aqui representando o Executivo agrida esta Casa".

Cid Gomes inaugura o rol de ministros a serem dispensados no segundo mandato do governo de Dilma Rousseff, reeleita em outubro de 2014. Oficialmente, ele afirma que sua saída da pasta se dá justamente pelo incômodo gerado a partir das discussões com os parlamentares na tumultuada sessão na Casa - o palácio do Planalto ainda se posicionará sobre o decorrer dos fatos de hoje.