A presidente #Dilma Rousseff (#PT) vem enfrentando diversos problemas no início desse seu segundo mandato. Uma das principais dificuldades que terá que ser superada pelo Planalto é a infidelidade da bancada do governo na Câmara dos Deputados. Dos 513 deputados federais, 346 deveriam fazer parte do grupo de apoio ao Governo, oficialmente, porém, não é o que pode ser observado nas votações na Casa.

Sofrendo constantes derrotas nas votações em plenário nos dois primeiros meses - fevereiro e março - de atividade parlamentar em 2015, inclusive na eleição do atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), visto como um incômodo para a governabilidade, bancada infiel e oposição já formam maioria na Câmara dos Deputados.

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Pode ser observado que, em média, 30% dos parlamentares "aliados" ao Governo votaram contra a vontade do Planalto.

Duas derrotas sentidas por Dilma dizem respeito à aprovação do projeto que trata do abatimento de dívidas de Estados e municípios e a emenda Constitucional que eleva a aposentadoria de um ministro do Superior Tribunal Federal (STF) para 75 anos, o que impediria que a presidente indicasse cinco novos ministros. Essa última votação foi aprovada com 308 votos em primeira instância.

A votação a respeito das dívidas dos Estados e municípios pode mostrar de forma clara a relação entre Planalto e base aliada no Congresso. Momentos antes da sessão em que seria votado o projeto, a presidente afirmou que não teria condições econômicas para gerir a renegociação das dívidas. Mesmo assim, a proposta foi aprovada com 389 votos favoráveis e nenhum contrário.

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Diferenças do primeiro mandato

Para começar a exemplificar as diferenças na relação entre Câmara Federal e Planalto entre os dois mandatos de Dilma, basta olhar para quem está sentado na cadeira de presidente da Câmara. Em fevereiro de 2011, Marcos Maia, petista do Rio Grande do Sul, era quem geria a Câmara. Outro exemplo é a porcentagem de 98% de fidelidade da bancada nas votações, contra 71% atualmente.

Uma votação que ficou marcada no primeiro governo da presidente foi a negativa da Casa ao pedido tucano de elevação do salário mínimo. Em fevereiro de 2011, o Governo havia proposto o valor de R$ 545, sendo que o PSDB tentou elevar para R$ 600. Foram 329 votos da bancada governista contrários e apenas oito a favor, números bem diferentes do que são vistos hoje.