A presidente da República, #Dilma Rousseff, afirmou em Santa Catarina, dia 27, que os atuais contratos terceirizados no Brasil devem ser regulamentados sem danos aos direitos dos trabalhadores.

Ela também defendeu que a proposta de lei não pode ter nenhuma espécie de corte à arrecadação, do contrário o país vai executar um grande passo para trás na luta dos trabalhadores.

Com este pronunciamento que fez em Xanxerê, região catarinense afetada por um tornado, Dilma demonstrou sua intenção em aumentar o fisco do Estado contra a exploração das empresas que terceirizam trabalhadores.

De certa maneira a presidente Dilma pressiona os senadores contra alterações que prejudicam os trabalhadores de modo direito ou indireto.

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Caso o congresso insista em prerrogativas danosas ao avanço trabalhista é provável que o debate sobre a terceirização do trabalho permeie por longo tempo no noticiário político.

Contratos terceirizados e desregulamentação

A própria Dilma concorda que no Brasil atual existe o grande problema da terceirização não regulamentada. De fato, o trabalho terceirizado é uma realidade que não será abolida por qualquer lei. Logo, desde que não traga cortes nos direitos e nas arrecadações o ato de regulamentar pode ser benéfico, conforme a visão da presidente.

PT e Terceirização

O projeto em análise no Senado indica que a terceirização deve acontecer em todos os tipos de atividades, ao ponto que o Partido dos Trabalhadores (#PT) defende no mínimo a diferenciação entre atividade-meio (trabalhos complementares à empresa) e atividade-fim (trabalhos principais da empresa).

Ao dizer que os contratos terceirizados não podem danificar o avanço trabalhista no Brasil a presidente Dilma faz crítica direta às empresas que terceirizam e exploram o trabalhador, aproveitadoras das brechas liberais para ganhar lucro em cima da exploração de outros homens.

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Ao dominar e explorar, certas empresas que terceirizam também controlam as relações sociais da classe trabalhadora explorada, diminuindo a chance do funcionário se emancipar de forma econômica com a velha tática da mais-valia. #Legislação