Eduardo Cunha (PMD-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, solicitou que se tomem as devidas providências para a exoneração do funcionário da Casa, responsável por soltar cinco ratos, que estavam em uma caixa, provocando tumulto na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga os casos de corrupção na Petrobras.

Marcio Martins de Oliveira foi indicado como o autor da 'brincadeira'. Servidor comissionado, ou seja, contratado por indicação, Oliveira pertence ao gabinete do deputado Giacobo (PR/PR) no cargo de assistente, o qual ocupa desde o dia 09 de março. Em nota, a assessoria de Giacobo afirmou que o deputado desconhecia o fato, confirmando a exoneração.

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Os ratos teriam sido soltos para marcar a entrada de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT e réu no esquema de corrupção da Petrobras, ideia levada a cabo por partidos de oposição. Assim que Vaccari entrou no plenário para dar seu depoimento, juntamente com seus advogados, Marcio abriu uma caixa e soltou cinco ratos, causando bastante irritação nos partidários do PT.

Hugo Motta, responsável pela CPI, pediu a identificação de todos os envolvidos no incidente. Ele ainda lamentou o ocorrido, antes de dar início à sessão, que ouviu João Vaccari a respeito das acusações que recaem sobre ele nas investigações da 'Operação #Lava Jato'.

O depoimento

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, afirmou em depoimento realizado nesta quinta-feira (09) à CPI, que conhece o doleiro Alberto Youssef, preso por envolvimento com o esquema.

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No entanto, Vaccari nega que sua relação com Youssef seja próxima e contou que chegou a dirigir-se ao escritório do doleiro em certa oportunidade, mas que não o encontrou. O motivo da visita não foi declarado, apesar da insistência dos deputados por mais esclarecimentos.

Vaccari também admitiu conhecer o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-gerente Paulo Barusco, todos réus do 'Petrolão', mas negou a acusação de que teria tratado de questões financeiras do PT com qualquer um dos citados. Da mesma maneira, ele reconheceu que conhecia empreiteiros acusados de envolvimento com o esquema, mas negou que tenha recebido propina de qualquer um deles. Ele afirmou ainda, que as doações recebidas pelo PT sempre foram legais. #Manifestação