Após a tensão entre os governos brasileiros e norte-americanos, Dilma confirmou uma visita aos Estados Unidos no dia 30 de junho. O anúncio foi feito após o encontro da presidente com Barack Obama. O gesto dá a entender que a relação entre os dois países está se recuperando após os casos de espionagens de 2013.

A visita de Dilma é a primeira de um presidente brasileiro desde 1995, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi à terra do Tio Sam. O encontro deveria ter acontecido ainda em outubro de 2013, mas a presidente brasileiro cancelou quando informações revelaram que os Estados Unidos espionavam as comunicações de outros países, inclusive do Brasil.

Os presidentes tiveram uma reunião, sexta-feita (11), durante a 7ª Cúpula das Américas, onde Dilma disse que o caso de espionagem foi superado. A mandatária também comentou que Barack Obama garantiu a ela que "países irmãos" não eram espionados. A presidente também informou que quando Obama precisar saber de algo sobre o Brasil, ele falará diretamente com ela.

A presidente Dilma não comentou apenas o que a visita significa, mas também os objetivos de uma parceria com os norte-americanos. De acordo com a presidente, os países vão se ajudar em diversas áreas, principalmente na educação, no comércio, na defesa e na aeronáutica, além de discutirem medidas de energia renovável para evitar os problemas que as mudanças climáticas podem trazer.

Ainda no discurso da governante, Dilma disse que existe uma necessidade de liderança sobre as discussões sobre o clima, principalmente porque em dezembro as nações se reúnem em Paris na Conferência do Clima. Dilma também comentou sobre a Cúpula das Américas deste ano, em que para ela foi um encontro muito amigável.

Durante a entrevista, Dilma comentou a reaproximação de Cuba e dos Estados Unidos após 50 anos. Para a presidente e outros mandatários, o relacionamento entre os países pode gerar fatores positivos. Mas, nem todos concordam, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, voltou a polemizar com os Estados Unidos, dizendo que não confia em Barack Obama.

Para finalizar, Dilma disse que os Estados Unidos e Venezuela podem voltar a ter uma boa relação, que é o que interessa a todos.