O centro das maiores polêmicas na Câmara dos Deputados quando o assunto é intolerância, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Progressista, causa furor e balbúrdia quando expõe claramente o que pensa. Bolsonaro sempre despejou seus comentários, muitas vezes intolerantes, em qualquer autoridade ou grupo social que vá de encontro ao que ele pensa. Já foi muitas vezes acusado de homofobia, racismo e discriminação à alguns grupos sociais, mas, mesmo assim, não mudou sua forma de atuar como o representante de uma parcela fundamentalista do povo brasileiro. Veja algumas das polêmicas em que o deputado se envolveu:

Bolsonaro X Dilma Rousseff

Em 2011, quando estava na tribuna da Câmara discursando, Bolsonaro questionou sobre a sexualidade da presidente Dilma quando o tema era a implantação do 'kit gay' nas escolas.: "Dilma Rousseff, pare de mentir.

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Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma. Mas não deixe que essa covardia entre nas escolas de 1º grau...".

Bolsonaro X Maria do Rosário

Em 2008, Maria do Rosário e Bolsonaro se agrediram verbal e fisicamente com 'empurra-empurra' em frente às câmeras de TV. Segundo Bolsonaro, ele foi chamado de estuprador pela deputada e então chamou a deputada de vagabunda. "Você me chamou de estuprador, vagabunda! Vai dizer que você é uma coitada agora? Chora."

Bolsonaro X PSOL

A polêmica dessa vez foi entre Bolsonaro e Marinor Brito (PA), que fez por onde o PSOL entrasse na jogada fazendo uma denúncia. De acordo com a denúncia, o deputado deveria pegar de 3 a 6 meses de prisão mais multa por quebra de decoro: o Psol é um partido de 'pirocas' e de 'veados'.

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Eu estou me 'lixando' para a senadora e esse partido. Eu vou responder à senadora (Marinor Brito - PA) num papel higiênico. A imagem está lá, ela me deu uma porrada, me xingou de homofóbico, de corrupto e de assassino, daí eu estou errado, feri a feminilidade dela?" Disse Bolsonaro.

Bolsonaro X Eleonora Menicucci

Quando em 2013 a presidente Dilma decidiu eleger Eleonora Menicucci, (socióloga e atual Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres), o caldo engrossou na Câmara. Bolsonaro soltou a língua criticando tal decisão: essa mulher (Eleonora) representa a sua mãe, Dilma Rousseff, a minha não. E nem as mulheres brasileiras que não são sapatonas."

Bolsonaro e a tortura

No ano de 2000, Bolsonaro participou de uma entrevista à IstoÉ. Nela ele foi em defesa da tortura em criminosos através de pauladas: eu defendo a tortura. Um traficante que age nas ruas contra nossos filhos tem que ser colocado no pau-de-arara imediatamente. Não tem direitos humanos nesse caso. É pau-de-arara, porrada.

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Para sequestrador, a mesma coisa. O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico."

Nas redes sociais,  Bolsonaro consegue chegar a quase 2 milhões de seguidores, onde faz sucesso em algumas páginas que 'zombam' das pessoas que recebem os ataques do deputado, que é a favor da ditadura militar. É importante lembrar que além da Constituição Federal ser dura quando o assunto é desrespeito e discriminação, o próprio regimento interno da Câmara dos Deputados deixa claro;

Art. 3º São deveres fundamentais do Deputado:

(...)VII - tratar com respeito e independência os colegas, as autoridades, os servidores da Casa e os cidadãos com os quais mantenha contato no exercício da atividade parlamentar, não prescindindo de igual tratamento. #Curiosidades