O presidente da Câmara dos Deputados Federais, Eduardo Cunha (PMDB) pode votar o projeto de lei que garante as empresas o direito de contratarem mão de obra qualificada através de terceirização. Anteriormente, a contratação era permitida somente para cargos funcionais como auxiliar administrativo e serviço de limpeza.

Se aprovado pela câmara, pelo senado e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, empresas poderão contratar funcionários com formação específica através de contrato terceirizado. Nessa modalidade o trabalhador perde os direitos do contrato efetivo garantidos por leis trabalhistas. A manobra do PMDB é satisfazer aos empresários diminuindo os encargos com contratações e aumentando seu lucro.

Por outro lado, a votação não agrada aos representantes sindicais e líderes de movimentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que estão reunidos em Brasília contra a votação do projeto de terceirização.

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Na proposta, quem sai perdendo é o trabalhador. Onde somente 4% do valor do contrato serão resguardados para fins rescisórios, e os contratos passam de efetivos a temporários, isentando a empresa do cumprimento das leis trabalhistas.

A presidente Dilma Rousseff venceu as eleições no final do ano passado, mas sua base eleitoral está enfraquecida. O PMDB abre votação de projetos que não condizem com as pautas defendidas pelo #Governo do PT.

Após a recusa de Eliseu Padilha (Ministro da Aviação - PMDB) para a coordenação política do governo, o PT não sabe a que frente do PMDB deve agradar. O partido, líder da câmara, está divido em frentes que apoiam o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara Eduardo Cunha e seguidores de Gilberto Kassab. A composição política na câmara é essencial para a vitalidade de um governo que precisa aprovar pautas durante o seu mandato.

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Com o rompimento parcial do PMDB, e a autonomia do presidente da Câmara em demonstrar interesse de votação em projetos como a redução da maioridade penal e o estatuto da família, o país vive um momento hostil na política, onde fica evidente a falta de diálogo entre o governo e sua base aliada, além do enfrentamento de interesses políticos e pessoais na aprovação de leis e benefícios.