O governo de Dilma Rousseff encontra-se em uma #Crise profunda. Sem conseguir mobilizar seu apoio político, a presidente tem, a cada dia, amargado derrotas no Congresso, além de uma economia com projeções de recessão, uma inflação estourando o teto da meta e uma série de escândalos de corrupção, que a cada dia alcançam um novo órgão do governo - na semana passada foi a vez da Caixa e do Ministério da Saúde.

Tudo isso tem sido determinante na avaliação de Dilma, que tem conquistado números de desaprovação alarmantes. Apenas 13% da população brasileira, de acordo com dados do Datafolha, avalia o governo da presidente como ótimo ou bom.

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27% consideram o governo regular, enquanto 60% o consideram ruim ou péssimo.

Mas a crise vivenciada pelo governo federal não tem afetado apenas a imagem de Dilma. Luiz Inácio Lula da Silva, seu antecessor e colega de partido, também tem visto sua popularidade escorrer ralo abaixo com os insucessos de sua sucessora. Em 2010, quando Dilma assumiu a presidência, Lula era considerado o melhor presidente da história do país por 71% do eleitorado. Na semana passada, antes dos protestos do último domingo (12), a taxa havia recuado para 50%, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Mais um sintoma do reflexo da crise na imagem de Lula está no fato de que, pela primeira vez, as intenções de voto de Aécio Neves (PSDB) superam as do ex-presidente: 33% a 29%. Ao contrário do que acontece com Lula, seu antecessor e opositor Fernando Henrique Cardoso tem ganhado maior estima dos eleitores.

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Em 2010, apenas 6% do eleitorado o considerava o melhor presidente do país. O número agora é de 15%.

As recentes quedas de popularidade do ex-presidente Lula, aliada ao crescimento da aceitação de seu opositor, Aécio Neves, preocupa o PT. Isso porque, os rumores de uma batalha eleitoral em 2018, disputada entre Aécio e o ex-presidente, têm crescido no meio político. Com a deterioração de sua imagem, Lula vê a esperança de um retorno ao Palácio do Planalto cada vez mais distante.