Depois da morte do carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, em 17 de janeiro deste ano, a Indonésia fuzilou na terça-feira (28), às 14h25 no horário de Brasília, outro brasileiro. Rodrigo Gularte, preso desde 2004 na capital indonésia, Jacarta, pagou pelo crime de tráfico de drogas. Ele tentou entrar naquele país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe e foi condenado com a pena de morte ainda em 2005. Rodrigo Gularte tinha 42 anos.

Conforme o encarregado de negócios da Embaixada do Brasil na capital da Indonésia, Leonardo Carvalho Monteiro, o brasileiro recebeu a visita de um padre antes de ser morto.

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A execução de Gularte ocorreu na prisão de Nusakambangan.

Outros mortos

O brasileiro e mais sete estrangeiros (da Austrália, das Filipinas, da Nigéria e de Gana) e um indonésio estavam na lista de executados desta terça-feira. Todos foram fuzilados, exceto a filipina Mary Jane Veloso, única mulher no grupo. Ela foi retirada da lista de execuções.

O brasileiro teve companhia da prima, Angelita Mauxfekdt, perto das 14h. Segundo Leonardo Carvalho Monteiro, ela acompanhou os últimos meses da prisão de Gularte na Indonésia. Pelas leis daquele país, o corpo do condenado precisa ser reconhecido por parentes e representantes da embaixada do país de origem. A notificação aos condenados ocorreu sábado (25), conforme lei, que prevê aviso pelo menos nas 72 horas anteriores ao cumprimento.

Execuções

A Indonésia retomou as execuções no ano de 2013.

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Atualmente, 133 prisioneiros aguardam no corredor da morte. Destes, 57 foram condenados por tráfico de drogas (mesmo crime pelo qual pagaram os dois brasileiros), dois deles por terrorismo e 74 por outros crimes.

Segundo as leis da Indonésia, só existe uma forma de reverter a sentença de morte: o presidente daquele país precisa aceitar um pedido de clemência. No entanto, eles são conhecidos por sua rigidez.

O #Governo brasileiro, por exemplo, pediu clemência para Archer, morto em janeiro, pelo menos três vezes: uma em março de 2005, quando Lula (presidente, na época) enviou carta ao presidente Susilo Bambang Yudhoyono. A segunda, em 2012, quando Dilma Rousseff fez o pedido durante a 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O terceiro pedido ocorreu em janeiro deste ano.

De acordo com levantamento feito pelo Itamaraty, 3.209 brasileiros estavam presos no exterior até o fim de 2013. #Justiça