A cientista política Helcimara Telles, organizou uma pesquisa realizada em Belo Horizonte nos dias de #Manifestação contra o governo e contra a presidente Dilma Roussef. Suas conclusões apontam para perfis diferentes de manifestantes entre as manifestações do dia 15 de março e a última dia 12 de abril. Segundo Helcimara Telles, mesmo com um número menor de pessoas nas ruas na manifestação do fim de semana passado, em comparação com a quantidade de pessoas presentes na manifestação de março, não se pode concluir em razão destes números que os brasileiros estão menos insatisfeitos com a presidente.

De acordo com a pesquisa, a insatisfação com a presidente Dilma encontra-se estabilizada e o que teria influenciado no número menor de pessoas seria o perfil dos manifestantes que foram as ruas recentemente.

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Segundo a pesquisadora, o núcleo oposicionista do dia 12 de abril foi mais duro. Os perfis chegavam próximos à ideologia do aspecto político do grupo de direita, enquanto em março os perfis dos participantes eram mais variados. "As pessoas foram para as ruas ontem menos pelo pedido de impeachment e mais para protestar contra a #Corrupção", disse Helcimara em entrevista.

A abordagem dos manifestantes também questionou outros temas fora o impeachment e a corrupção para saber qual a ideia dos manifestantes no que diz respeito a igualdade e justiça social. Os resultados foram dados que mostram uma parte significativa das pessoas em estado de descrença com a justiça. Outra questão levantada e apoiada por grande parte dos entrevistados é que a liberdade de expressão não é fundamental para a sociedade, e ainda, 42% dos entrevistados acreditam que em momentos de desordem deveria haver a intervenção militar no país.

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Mais de 60% acreditam que os pobres no Brasil tem muitos privilégios. Também foi perguntado a respeito dos partidos políticos, apesar de os manifestantes não se identificarem com um partido político específico, o PT teve índice de rejeição bastante elevado chegando bem próximo ao zero, numa escala de preferência que variava de zero a dez. A cientista política confirma ainda que a maior parte dos manifestantes provinham de pessoas mais abastadas da população, contudo, não foi informado a qual classe social pertenciam.

O estudo contou com aproximadamente 400 questionários e tem margem de erro de 5 pontos percentuais.