Em Brasília, o Ministério de Minas e Energia já está nos trâmites finais para a conclusão do processo de doação da Usina Térmica Rio Madeira, pertencente à Eletronorte (empresa estatal responsável pela criação e transmissão de energia do Norte do Brasil e Partes de São Paulo e Tocantins), coligada à Eletrobras. A usina está localizada na cidade de Porto Velho, em Rondônia, e foi criada em 1989, sendo uma das principais responsáveis pela criação e transmissão de energia para os estados do Acre e Rondônia.

A Usina esta desligada, porém, segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), tinha capacidade de operar parcialmente, mas a térmica "gerava energia de qualidade ruim", por isso, aceitou a transferência.

Publicidade
Publicidade

O custo da reforma e transferência para a Bolívia gira em torno de R$ 60 Milhões e o dinheiro já foi transferido para a Eletronorte dar início ao processo. Segundo o governo brasileiro, a usina, que era capaz de abastecer energia para um total de 700 Mil pessoas, precisa passar por uma reforma e 'recauchutagem' para que se transforme e se torne suficientemente operacional e futuramente possa render muito mais ao país.

Ainda segundo o governo, a empresa consegue gerir uma potência de 90 MW e uma usina térmica nova consegue gerir em torno de 100 MW, sendo que o custo da compra é maior: R$ 100 milhões. Quando for transferida, a usina vai passar também por um processo de adequação aos recursos naturais existentes na Bolívia, país que tem abundância em Gás Natural, e dessa forma, a usina será convertida para gerir e transmitir esse recurso natural boliviano.

Publicidade



O Senador Ronaldo Caiado, líder dos Democratas no Senado e um dos contrários à negociação, soltou nota negativando a negociação: "O ministro de Minas e Energia vai ter que vir ao Senado explicar qual a razão para que seu ministério saia doando termelétrica em plena crise energética na qual passa o país. Vou apresentar requerimento ao senhor Eduardo Braga, sim, e quero ouvir dele qual a lógica para se gastar R$ 60 milhões na reforma de um equipamento e depois dar de graça para a Bolívia", questiona o Senador.

A Bolívia passa por sérios apagões em suas principais cidades. Desde a fuga do Senador Roger Pinto Molina, ajudado pelo Brasil, a situação diplomática entre os dois países ficou estremecida. O governo brasileiro acredita que, com essa negociação, o país poderá voltar a ter boas relações com La Paz novamente.