Diante de pedidos da oposição e de manifestações de populares para que #Dilma Rousseff seja investigada junto aos demais membros da lista da nona fase da #Lava Jato, o ministro do Superior Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, argumentou que a Constituição Federal veda a responsabilidade do presidente, uma vez que não se deve abrir investigação por atos "alheios" ao mandato.

Um novo pedido para investigar Dilma foi apresentado por representantes da Câmara dos Deputados ao STF, que por sua vez pode colocar em pauta em discussão no plenário.

Quando os pedidos de investigação foram enviados ao Supremo, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, não se manifestou sobre a citação de Dilma pelos delatores do maior esquema de corrupção dos últimos anos.

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Segundo Janot, a referência dos delatores é de um período anterior ao de 2010, quando Lula ainda era presidente, logo, não há o que se falar em corrupção. Alguns parlamentares pediram a Janot nesta semana que reveja sua decisão. Janot, por sua vez, pediu ao Supremo que o ministro Teori Zavascki negue o recurso da oposição, o que deve ser atendido por conta de influências políticas dentro do governo do PT. Caso Zavascki surpreenda Janot e acate o pedido dos deputados, o caso será levado diretamente para debate no plenário do STF.

Marco Aurélio, por sua vez, deixa claro que mesmo que o pedido entre em discussão na Casa, ele não vê nenhuma necessidade de iniciar uma investigação. Segundo ele, já é difícil governar o país nas condições atuais, se houver uma investigação contra Dilma, será bem pior.

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O ministro salienta ainda que não investigar a presidente agora, ainda que com pedidos em andamento, não configura impunibilidade, uma vez que se tratam de assuntos "estranhos" ao exercício do mandato de Dilma, logo, ela poderá responder pelos mesmos a partir de 2018, quando encerrar seu segundo mandato de presidente do Brasil. Quando isso acontecer (se acontecer), Dilma passaria por um julgamento comum, com juiz natural em primeira instância.

Dilma e Marco Aurélio possuem uma boa relação política. Ano passado a presidente nomeou a filha de Marco para o cargo de desembargadora do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, que atende Espirito Santo e Rio de Janeiro.