Para quem ainda não sabia, a Nigéria é a maior economia da África. É um país de elevados contrates econômicos e sociais, mas considerado pelas forças ocidentais como um país de grande e inexplorado potencial. Goodluck Jonathan reconheceu a derrota para o ex-general Muhammadu Buhari. As perspectivas não são claras. Alguns analistas políticos chegaram a estranhar a colocação no poder de um antigo líder de um golpe militar. Seu cuidado com os direitos humanos, na época, praticamente inexistia.

Há um consenso que este fato talvez tenha acontecido devido à necessidade de um punho forte. Ele é necessário em um país onde os jihadistas estão fortes.

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O Boko Haram continua matando e sacrificando pessoas. O presidente eleito é experiente em guerrilha. Viveu e teve preparo como guerrilheiro, em tempos antigos. Conta com o apoio do ocidente, o que deve diminuir um pouco a violência dos revides. Mas assumir um país onde um grupo terrorista devasta aldeias, sequestra alunos para reconfiguração da situação de poder no continente africano, não parece ser uma tarefa fácil.

O principal desafio, porém, está distante do campo de batalha frente à necessidade de diversificar a economia, hoje centrada no petróleo. Ao se observar com mais cuidado a economia nigeriana, é possível observar algumas alternativas que devem ser exploradas. Para surpresa de alguns, a sua indústria cinematográfica Nolywood, o segundo maior empregador de todo o país, vai de vento em popa.

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A indústria da construção também representa um aspecto positivo. O investimento na área pode proporcionar retorno.

O crescimento e evolução na urbanização pode transformar Lagos em uma megalópole. Atualmente, ela apresenta uma população de 21 milhões de habitantes, o que a torna a mais populosa da África. Está previsto que para este ano, que ela se torne a terceira maior megalópole do mundo, superada apenas por Tóquio e Mumbai. As perspectivas de crescimento existem e o contraste com outras cidades menores mostra um abismo que apenas cresce.

Gerir e administrar um país com estas características, debaixo de ações terroristas que se intensificam, é considerado pelos ocidentais que apoiam o novo presidente como uma tarefa hercúlea e que irá exigir uma participação popular com a qual o atual presidente parece contar, apesar de seu passado.