A Operação Zelotes, que envolve o Carf (Conselho Administrativo de Conselhos Fiscais), que é vinculado ao Ministério da Fazenda e cuja função é avaliar os recursos dos contribuintes que são autuados pela Receita Federal, está na fase de apurar os envolvidos nas fraudes.

O acontecimento mais recente é a suspeita de que Otacílio Cartaxo, presidente do Carf e ex-secretário da Receita Federal, esteja envolvido nas fraudes. Ele é atualmente um dos principais alvos da Operação, que apura fraudes nos recursos de autuação do fisco.

Cartaxo foi secretário da Receita no período de 2009 a 2011 e quando deixou o cargo, já aposentado, foi nomeado como presidente do Carf, que é o órgão que administra em última instâncias as autuações do fisco.

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Segundo informações da Folha, na época, o ex-secretário só assumiu a presidência do Carf porque o #Governo alterou um regimento interno, que dizia que auditores aposentados não poderiam assumir a presidência do órgão.

Mas as suspeitas sobre ele já datam de anos atrás, quando, em 2006, caiu na malha fina da Corregedoria da Receita, porque declarava altas somas em dinheiro guardadas em casa e porque realizava doações de quantias superiores ao seu salário - mas a auditoria acabou sendo arquivada. A Folha a purou que o caso pode ser revisto e também que um dos primeiros mandados de busca da Zelotes, foi na casa do genro de Cartaxo, Leonardo Manzan, onde foram apreendidos R$ 800 mil, dinheiro que estava guardado em um cofre.

A Operação Zelotes

A Operação Zelotes, deflagrada no dia 26 de março, já dá indícios de ser ainda maior que a Lava Jato e já é destaque na imprensa internacional: a revista britânica The Economist, trouxe uma matéria publicada em sua última edição, onde fala exatamente sobre a Zelotes 'apequenar' a Lava Jato, refere-se à evasão fiscal como "um esporte nacional" e ainda destaca que o valor que se supõe ter sido desviado no esquema - cerca de R$ 19 bilhões, teria sido suficiente para cobrir os gatos de 75% da Copa do Mundo de 2014.

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A Operação Zelotes foi deflagrada com a missão de desarticular organizações que manipulavam julgamentos para assim, evitar multas e com isso, obter vantagens financeiras. Segundo a Economist, "algumas das maiores empresas do país estão envolvidas no esquema, entre elas bancos, montadoras e empreiteiras." #Corrupção