Na relação do HSBC (SwissLeaks) existe o nome de pessoas ligadas ao poder judiciário, demonstrando assim a ampla variedade de profissionais encontrados na lista com 8.667 brasileiros em contas sigilosas, neste escândalo de repercussão mundial.

Portal UOL e jornal O Globo trabalharam de modo conjunto no levantamento da documentação vazada há 7 anos. Apesar das evidências documentais levantadas por parte da imprensa, todos nomes ligados à #Justiça e presentes na relação do HSBC negaram a participação. Os nomes são estes:

● 36ª Câmara de Direito Privado: Jayme Queiroz Lopes Filho;

● 1ª Câmara de Direito Privado: Paulo Eduardo Razuk;

● Tribunal de Justiça de São Paulo: Ney de Mello Almada (desembargador aposentado);

● Justiça do estado do Rio de Janeiro: Carlos Antonio da Silva Navega (ex-procurador-geral);

Marta Maria de Brito Alves (Defensora-pública-geral de Pernambuco).

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Relação do HSBC

De acordo com os repórteres do Jornal O Globo, Jayme Queiroz possui no mínimo duas contas numeradas, abertas entre 1997 e 2007, cujo saldo conjunto chegou em mais de 130 mil dólares, conforme indica a relação do HSBC. Ele fez contato com o jornal e disse não conhecer a presença das contas em seu nome.

O advogado Ney de Mello Almada, que já foi desembargador do TJSP, tinha conta aberta entre os anos de 1992 e 2006, cujo montante na soma geral chegou em quase 264 mil dólares. Assim como Queiroz, Ney de Mello entrou em contato com a imprensa para negar sua participação.

Na relação do HSBC um dos nomes campeões na abertura de contas é Carlos Antônio da Silva, que abriu 3 em menos de 1 ano (entre 2006 e 2007). Indagado sobre a participação, Silva disse que manteve dinheiro, mas tudo foi declarado de modo correto ao IR (Imposto de Renda), assim como os seus bens.

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Marta Maria de Brito Alves é outra pessoa da justiça ligada à relação do HSBC. Seu nome está em destaque, afinal, de 1996 até 2007 o montante dentro da conta ultrapassou a casa de 1 milhão de dólares. Ela também negou ser correntista do banco na Suíça.