Foram colocados disponíveis, para observadores da reunião informal do Conselho de Segurança da ONU, vídeos onde imagens mostram médicos na tentativa de salvar vítimas de ataques com armas químicas (três crianças com menos de quatro anos). Alguns instantâneos destas imagens vazaram na rede.

Segundo os participantes da reunião, o que causou maior revolta foi a impotência dos médicos. Eles apenas podiam observar as crianças sufocando e vomitando. A embaixadora americana (Samantha Power) declarou-se indignada e afirmou: "se havia algum olho seco na sala, eu não o vi". Se a declaração tem seu impacto, o mesmo não acontece com medidas para prevenir este fato.

Publicidade
Publicidade

O ataque aconteceu em Sarmin, no Noroeste do país e o ar se encheu com o cheiro de cloro. Não demorou, segundo declarações dos médicos (entre eles o presidente da Sociedade Médica Sírio-Americana, Zaher Shaloul), para que os hospitais locais ficassem cheios de pessoas com problemas respiratórios.

A BBC noticiou o encontro, mas não conseguiu reproduzir a crueza dos vídeos que foram apresentados. O choro que se manifestou e foi objeto de ressalva da embaixadora americana, foi geral. A HRW documentou, após este fato seis ataques em Idlib.

A demonstração do pouco caso Sírio a acordos internacionais, demonstra um completo desrespeito pelo sofrimento humano. A proibição global que previne a utilização de armamentos químicos não tem a força pretendida. Apesar de necessária, a reprimenda diplomática é insuficiente, e não consegue atingir seus objetivos.

Publicidade

A vontade expressa de trazer os culpados até as barras dos tribunais, pode não importar a Bashar al-Assad, que nega os ataques. Mas pode ser uma medida necessária para fazer com que outros ditadores, frente à impunidade não venham a tomar medida semelhante. Contando com apoio russo, que defende o governo Sírio, as ações do Conselho de Segurança da ONU podem não sair do papel.

Votos de condenação podem não ser suficientes e permitir a repetição do fato, que não conseguirá ser lavado, nem com as lágrimas de todos os embaixadores que estiverem presentes em alguma outra sessão similar. #Justiça #Terrorismo