A principal bandeira política destinada a #Educação na cidade de São Paulo, que compôs o plano de governo do prefeito petista eleito Fernando Haddad em 2012, não será cumprida. A própria equipe de Haddad já admite que não atingirá a meta da construção de 243 creches na capital paulista até 2016, último ano de mandato.

Internamente, uma contabilização realizada por técnicos da prefeitura calcula que esse número será 40% menor do que foi planejado e, ao todo, 147 creches deverão ser entregues. A administração alega falta de recursos para a realização do que havia sido prometido. A nova estratégia é compensar a falta de recursos para obras públicas com o aumento das parcerias privadas. 

A expansão da rede de creches em São Paulo esteve no centro do cronograma político de campanha de Fernando Haddad, inclusive ganhando notoriedade junto ao Ministério da Educação.

Publicidade
Publicidade

Dois anos depois, a prefeitura, porém, alega não ter mais dinheiro e assume que fará apenas mais 100 creches - além das 47 já entregues ou em fase final de conclusão. 

Gabriel Chalita, novo secretário de Educação de São Paulo, que assumiu a pasta nesse ano, acredita que uma expansão dos convênios privados compensaria a entrega de menos creches públicas. Nesse sistema, a prefeitura estaria pagando por criança atendida.

"Bem mais importante do que simplesmente construir, e olha que estamos construindo muito, é não deixar nenhuma criança fora da escola", salientou Chalita.

No último balanço oficial divulgado, havia 106 mil crianças na fila à espera de uma vaga nas creches municipais. Para acabar com essa enorme fila somente com unidades municipais, seriam necessárias em torno de 500 entidades.

Publicidade

Com as 100 novas creches que a prefeitura ainda espera concluir até o fim do mandato, mais 20 mil crianças poderão ser atendidas. Na intenção do prefeito, as que sobrarem na fila devem ser matriculadas em instituições de rede conveniada.

Um dos primeiros desejos de Chalita ao assumir a Educação era que empresas construíssem creches e entregassem em parceria com a prefeitura. Contudo, as negociações seguem lentas porque os empresários se mostram reticentes por não terem garantias de retorno financeiro. #PT