Quando as principais capitais brasileiras tiveram os seus centros ocupados por alguns jovens insatisfeitos com o aumento das tarifas do transporte público, poucos poderiam imaginar que esta seria apenas a ponta de um iceberg que ganharia proporções enormes nos dias seguintes. Dois anos depois, a maior #Manifestação no país após o movimento favorável ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, segue sem ter recebido uma resposta clara, mas, nos corredores do poder, ainda ecoa em Brasília.

Roger Weber, estudante do curso de Direito, relembra como se deu o início dos protestos de junho daquele ano. "Naquele momento, o que me motivou a sair às ruas e protestar como cidadão foi o aumento das passagens.

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Eu, como estudante, sofro até hoje com esses aumentos, que prejudicam aquele orçamento mensal que se faz. Isso tudo dificultava e dificulta a vida das pessoas, que já sofrem com o aumento dos impostos", destaca o jovem de 23 anos, que participou das manifestações.

Sem entender o que as ruas demandavam, os governantes aos poucos foram tomando ciência do clamor popular que demonstrava um esgotamento geral com a insuficiência de serviços públicos como, é verdade, o transporte, mas sem esquecer da educação, saúde, segurança, saneamento básico, etc. Era hora de reformar tudo, principalmente a política.

Para Weber, a participação popular naquele período foi em vão. Das mudanças que se esperavam, e que chegaram a ser prometidas, pouco se viu. "Não houve mudanças significativas. Não quero citar partidos políticos, o que me interessa é a situação do país.

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Só que, infelizmente, as únicas mudanças que ocorreram foram para pior, como por exemplo a inflação, que está batendo lá em cima. O sistema piorou. A população tem mais motivos para ir às ruas agora do que em 2013", avalia.

Em 2015, novas manifestações populares ganharam as ruas das maiores cidades brasileiras, dessa vez em menor número e com uma causa mais específica e contrária ao governo federal. #Reforma política