Arrumar um emprego está difícil, cada vez mais difícil, em um mundo que não para de crescer. Nele os robôs surgem cada vez mais como uma ameaça rondando os trabalhadores. Os sindicatos levantam-se sem muito resultado contra os seus fabricantes. A desculpa de proteção à saúde, em trabalhos que representam ameaça à integridade física não pega mais. O que se deseja com os robôs é pagar cada vez menos, para ter cada vez maior lucratividade. O que somente irá acontecer quando existir uma demanda estabelecida pela fabricação de robôs. Neste momento, os governos deverão fazer alguma coisa.

Mal a pessoa arrumou um emprego e voltou para casa alegre, pensando em uma vida melhor, os abutres representados por impostos escorchantes, começam a rondar o recém-contratado.

Publicidade
Publicidade

O IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, está aí mesmo para não nos deixar mentir. Segundo seus levantamentos, em estudos desenvolvidos em 2014, com previsões para o ano corrente, os números preocupam.

O órgão apresenta um número assustador. Em 2015 qualquer trabalhador brasileiro terá que trabalhar 151 dias (cinco meses completos) para ficar em dia com suas obrigações com o governo. Ao comparar com o passado, mais precisamente os anos setenta e oitenta, naqueles idos se trabalhava 76 e 77 dias respectivamente.

Quando se fala em imposto único que volte a não penalizar o trabalhador, os políticos se omitem, não importa qual bandeira defendam. Qualquer projeto que tenha a redução de impostos como proposta tende a circular nos porões do poder por muito tempo, até ser rejeitado ou ter seu proponente desistido de uma causa perdida.

Publicidade

Se a recíproca do governo, aplicando os recursos levantados em medidas em favor da saúde, do estudo e cuidados com crianças e pessoas mais velhas, as reclamações diminuiriam em quase sua totalidade. O problema é que, com toda esta cobrança, todos estes setores assinalados estão no vermelho e ficam a dever. Em todos eles a situação é falimentar ou pré-falimentar. O que é feito com todo este dinheiro arrecadado? Quem faz esta pergunta quase que imediatamente se arrepende. A resposta é conhecida de todos. A malversação de recursos públicos é uma rotina diária no serviço público.

Legislar em causa própria é o costume dos deputados, senadores, promotores, procuradores, juízes, que periodicamente elevam seus salários em percentuais muito superiores ao teto inflacionário, enquanto por outro lado, aumentam os impostos para cobrir toda uma série de falcatruas. O simples dos mortais não sabe o que fazer. Os consultores financeiros não sabem como orientar. O governo não sabe como evitar esta sangria que todo mês o trabalhador brasileiro sofre em seu bolso. Sugestões são bem-vindas. #Negócios #Opinião