Sob a autoria do PSDB, a proposta de extensão dos mandatos de cargos eletivos gera polêmica na Câmara dos Deputados. Muitos brasileiros desconhecem a proposta da nova emenda e sob quais perspectivas elas afetaram a vida do cidadão.

Pois bem, para quem se perdeu nos últimos acontecimentos do cenário político, voltemos um pouco: a votação havia sido marcada para o dia 28 de maio (quinta-feira), mas devido a discussão que saiu do controle, decidiu-se por fazê-la em outro momento.

A emenda, ainda sob análise, altera o período de mandato para os cargos de presidente da República, governados, prefeito e deputados federal e estadual. Quanto ao cargo de Senador, no texto não há nenhuma alteração prevista para o mandato, que atualmente compreende o período de oito anos.

Durante a tentativa de votação, o tempo ‘fechou’ na Câmara, isso porque alterar os todos os cargos, exceto o de senador, implica na possibilidade dos anos eleitorais não coincidirem mais. Segundo alguns deputados, o ideal seria que o texto também apontasse a alteração no cargo de senador, onde cairia para cinco ou aumentaria para dez anos.

Mais mudanças

Um dia antes (27), foi aprovado o fim da reeleição para presidente, governador e prefeito. Ao todo, foram 454 votos a favor da mudança e 19 votos contra. Contudo, ainda haverá 2º turno de votação do texto completo.

Ambas votações fazem parte de um conjunto de propostas para a reforma política nacional. De acordo com o texto que prevê o fim da reeleição, os prefeitos eleitos em 2012 e os governadores eleitos em 2014 ainda terão uma oportunidade de reeleição ou seja, eles poderão tentar pela última vez a extensão de mais quatro anos no cargo, ou cinco, dependendo do que for votado na emenda e alteração do período de cargos.

Anteriormente, a Câmara havia aprovado a doação de empresas para partidos, desde que não haja qualquer ligação com candidatos, mas, a decisão não foi imediata. Primeiro houve rejeição do texto, de autoria do PMDB, que previa a doação de pessoas jurídicas para partidos ou campanhas de candidatos. Derrubado, o texto precisou ser alterado, como dito anteriormente, para doações direcionadas apenas a partidos.

Até a conclusão desta matéria não havia sido divulgada nenhuma nova data para ambas as votações. #Governo #Eleições #Legislação