O exame acontecerá no dia 12 desse mês de maio na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e os cidadãos brasileiros podem enviar as suas perguntas ao escolhido da presidente Dilma ao cargo de novo ministro do STF através do portal e-cidadania do Senado. Fachin é professor e civilista, atualmente é mestre e doutor pela (PUC-SP) e atua como professor na Universidade Federal do Paraná, caso escolhido, ocupará a cadeira de Joaquim Barbosa.

Ele é gaúcho e já foi indicado para ocupar uma das cadeiras do Supremo em 2013 por Dilma e cogitado por Lula em 2010. Através de suas posições ao longo dos anos, percebe-se que Fachin é um defensor do MST e partilha de ideias petistas.

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A escolha não agradou aos psdbistas e foi recebida como uma forma de alívio por parte dos governistas. Dessa vez, o nome dele estava entre os três prediletos da presidente, que eram Heleno Torres (tributarista) e de Marcos Vinícius Coelho, presidente do Conselho Federal da OAB.

O professor não terá vida fácil na sabatina do dia 12, isso porque há um movimento psdbista orquestrado pelo Senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) com a intenção de fazer com que Fachin não seja aceito. Ele alega que o professor, apesar de ter currículo invejável e ser bastante gabaritado para concorrer a cargos de alto escalão, além de que juristas, docentes, magistrados e o mundo do direito o respeitar e o respaldar, o gaúcho já passou por uma irregularidade e isso o impede de ser aceito no cargo.

Na ocasião, o Senador apontou impedimento quando o indicado exerceu advocacia privada, mesmo sendo procurador do Estado do Paraná o que demonstra contradição à lei Estadual.

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No entanto, José Pimentel (#PT-CE) fez referência à questão de que Fachin se empossou do cargo de procurador antes que a lei tivesse entrado em vigor, no ano 1989 e que o próprio STF já tomou decisão e pacificou a questão.

No debate há a presença do Senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), dois enfáticos opositores ao #Governo petista. Eles propõem que seja feita uma audiência pública antes que a sabatina seja iniciada nesse dia 12, para que todas as dúvidas sejam tiradas e equívocos não sejam tomados. Segundo eles, é necessário que tudo esteja bem esclarecido antes de ser tomada qualquer decisão de tamanha importância para a justiça do país. Embora a vontade da maioria dos políticos envoltos na questão é a de argumentar contra Fachin testa a testa, na própria sabatina. #PSDB