Recentemente Raúl Castro elogiou o presidente americano e causou surpresa em muitas pessoas que não esperavam que este fato viesse a acontecer. Na sequência de seu périplo pelas Américas e agora pela Europa, o controvertido presidente cubano marca mais um ponto a favor da diplomacia de seu país ao manter encontro com o Papa Francisco.

No encontro Castro agradeceu o apoio do Papa no processo de melhoria das relações de Cuba com os Estados Unidos, considerado como importante para que seu país entre em uma rota progressista que retire parte do país de uma situação de pobreza crônica, que resulta de diversos bloqueios e isolamentos econômicos que sofreu das potências ocidentais.

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Foi um domingo que começou com promessas de melhorias do clima político mundial, atualmente muito abalado por situações de ataques terroristas. O encontro aconteceu na cidade do Vaticano e teve, segundo informações dos noticiários internacionais, duração aproximada de uma hora.

Estes correspondentes destacam que o encontro com o líder cubano demorou três minutos a mais que o encontro com o presidente americano. As conversações transcorreram em clima cordial e foram desenvolvidas no idioma espanhol.

O principal destaque foi o agradecimento explícito e tácito do presidente cubano à intervenção do papa para que as relações com os Estados Unidos estejam em um nível de aproximação que não ocorre desde a revolução cubana.

Como um mimo pessoal do presidente cubano ao papa, foi oferecida uma pintura do artista cubano Alexis Leyva Machado.

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O papa por sua vez, retribuiu o presente com a oferta de um medalhão de San Martin de Tours, patrono de Buenos Aires.

Bons frutos são esperados da visita e na sequência o presidente cubano deve reunir-se com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi. Pode ser que os primeiros frutos do encontro com o papa sejam colhidos ainda durante a permanência do líder cubano em terras italianas.

Ao final do encontro com o papa, o presidente cubano se despediu até a sua próxima visita ao Vaticano que ocorrerá em Setembro, pouco antes da nova visita aos Estados Unidos, onde certamente novos acordos serão costurados.

Ao sair o líder cubano se permitiu uma brincadeira ao declarar: "Se o Papa continuar assim voltarei a rezar e retorno à Igreja". Na delegação que acompanhou o presidente cubano estavam autoridades de alto escalão formados por diversos ministros cubanos. Da parte do vaticano acompanharam o encontro os embaixadores da Itália e do Vaticano. #Governo #História