A mídia é a culpada. Desculpa muitas vezes utilizada. As pessoas que a utilizam sabem o que está acontecendo. Elas têm a solução em mãos. Mas nenhum interesse em solucionar algo que vai contra suas aspirações financeiras.

Parece que o governo faz esforços para resolver este problema: a escassez de médicos no interior do Brasil. Preste atenção ao limitador geográfico: no interior do Brasil. Há diversos programas voltados para que este problema seja suprimido. Um exemplo é o Provab - Programa de Valorização da Atenção Básica.

Ele coloca para os médicos recém-formados recompensas para a atuação em cidades do interior ou na periferia, onde bolsões de pobreza acontecem com maior evidência.

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Quando a situação da atenção médica é observada nestes locais, onde a pobreza escondida é grande, as coisas pioram. Tanto para novos médicos, quanto para os pacientes.

O único suborno que parece funcionar é o financeiro. Mesmo assim, não se revelou um canto de sereia, suficiente para preencher as 7193 vagas colocadas à disposição dos novos médicos. Apenas 1640 atenderam e foram aceitos no programa. Estatísticas do IBGE demonstram que cerca de 250 cidades ainda continuam sem médicos.

Aumentar o número de formados e validar diplomas de faculdades estrangeiras também foi levado em consideração, mas apontados como não sendo boa solução. A oposição a estas medidas que o governo quer adotar são apoiadas pela quantidade de médicos recomendada pela OMS - Organização Mundial da Saúde. No Brasil, este número atinge a cifra de 1,95 médicos para cada mil habitantes.

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Um número que é o dobro do valor recomendado. Em alguns locais, nem salários astronômicos convencem os médicos a transferirem sua residência.

O que está acontecendo então? Porque é tão ruim a distribuição dos profissionais médicos para que pequenas cidades e municípios periféricos das grandes cidades possam ser atendidos?

Decorridos quatro anos de um estudo publicado pelo CFM - Conselho Federal de #Medicina, quem parece conhecer mais da situação e interessada em resolver o problema, as medidas sugeridas não foram atendidas. A culpa recai sobre a infraestrutura médica.

Os resultados de observações mostram uma situação que é exatamente aquela que a mídia divulga. Elas revelam que, neste caso, eles não estão mentindo. Reportagens assustadoras foram recentemente apresentadas. Nelas, pacientes largados por corredores, sem alimentação adequada, com equipamentos quebrados, são tratados como animais. Mas sem médicos, resolver esta situação é apenas solucionar parte do problema.

A criação da carreira de médico do SUS foi aventada e parece ser uma boa solução.

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O envio dos recém-formados, com retorno garantido após algum tempo de serviço e com alguns benefícios, é proposta a ser recuperada no congresso nacional. Mas parece que ele está, atualmente, ocupado em defender alguns de seus ilustres de acusações de apropriação de recursos públicos. Quem sabe não está na hora de cobrar dos candidatos eleitos suas promessas de melhoria da saúde da população. As redes sociais podem ser um bom local de apelo.