Os dados são de 2012, porque para a divulgação é realizada uma pesquisa ampla e é preciso consolidar as informações, obtidas junto ao Ministério da Saúde, Sistema de Saúde, cartórios e polícias, entre outros. Portanto somente agora é possível computar o número de mortes por arma de fogo ocorridas no país há três anos.

Os números divulgados pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) são estarrecedores e retratam a #Violência, que parece estar estabelecida em todo o território nacional. Segundo apuração realizada no estudo chamado de "Mortes Matadas por Arma de Fogo", foram 42.416 mortes em um ano, o que contabiliza uma média de 116 vítimas por dia. A maioria são jovens entre 15 e 29 anos: 59%.

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Do total, 94,5% foram homicídios.

O estudo aponta ainda para a vulnerabilidade maior entre os jovens de 19 anos, com 62,9 mortes para cada 100 mil, seguidos dos jovens de 20 anos, com 62,5 mortes para cada 100 mil. Também entre negros a taxa é bem maior do que entre brancos; em números absolutos, 28.946 e 10.632, respectivamente.

A capital brasileira com o maior número de óbitos por arma de fogo é Maceió, com impressionantes 79,9%. Boa Vista, revelou ter a menor taxa: 7,1%.

O Estatuto do Desarmamento

Em vigor desde 22 de dezembro de 2003, o Estatuto do Desarmamento é uma lei federal, que restringe o uso de armas no país. Segundo a lei, é proibido o porte de armas por civis, salvo em casos onde haja necessidade comprovada. Diz ainda que somente poderão portar armas de fogo os responsáveis pela garantia da segurança pública, integrantes das Forças Armadas, policiais militares, civis, federais, agentes da inteligência etc.

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Resumindo, o porte de arma no Brasil é restrito a "oficiais".

Na época da promulgação do Estatuto, o governo indenizou quem entregou sua arma e foi divulgada uma grande campanha pelo desarmamento em todos os meios de comunicação.

É fácil constatar porém, que na prática a lei não proporcionou a diminuição da violência. O levantamento, que é realizado desde 1980, revela que esta foi a segunda maior taxa de mortalidade na média histórica, tendo sido a maior em 2003.

Apesar de possuir em vigor uma lei restritiva quanto ao porte e à comercialização de armas de fogo, parte da população continua armada e nada indica que haverá o devido controle por parte das autoridades. #Crime