Após ser condenado pela justiça a cumprir 12 anos e sete meses de prisão por crimes de #Corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro na Ação Penal n° 470, julgamento do famoso esquema do "mensalão", o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, realizou uma fuga quase cinematográfica para a Itália, país no qual possuí cidadania.

Após ter sua prisão decretada no dia 15 de novembro de 2013, Pizzolato utilizou documentos no nome de seu irmão, Celso, para deixar o país rumo à região de Maranello, no norte da Itália. Celso faleceu em 1978, aos 24 anos, vítima de um acidente automobilístico, o que não impediu que Henrique conseguisse documentos em seu nome para escapar do Brasil.

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Inicialmente, a mídia brasileira noticiou que o ex-executivo havia seguido até Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde rumou para Assúncion e Buenos Aires, na Argentina, até chegar à Europa. No entanto, fatos revelados posteriormente revelaram que Pizzolato deixou o país por São Paulo, via Aeroporto de Guarulhos, onde seu sobrenome havia sido registrado - de forma intencional ou não - com um erro de digitação, "Pizzolatoo", o que não permitiu que seu rastro fosse seguido pelos agentes nacionais.

Ainda em 2013, o ex-diretor justificou sua saída do país em uma carta divulgada à imprensa: "Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no Tratado de extradição Brasil e Itália."

Ciente da complexidade burocrática de uma extradição internacional, Pizzolato permaneceu escondido na Itália e foi considerado foragido pela justiça brasileira e pela Interpol, até ser encontrado pelas autoridades italianas em fevereiro de 2014.

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O ex-banqueiro cumpre pena no país europeu desde então e aguarda pela decisão de sua possível extradição ao Brasil nesta terça-feira, dia 23. #Lava Jato