A presidente #Dilma Rousseff (PT) foi entrevistada por Jô Soares, em edição especial exibida na última-sexta feira.

Nesta madrugada, ou os manifestantes contrários ao Governo Dilma não quiseram infringir A Lei do Silêncio, ou deixaram suas panelas para serem batidas numa próxima oportunidade de discurso particular da Presidente.

Sem o tradicional quarteto musical de apoio, e longe da plateia, começou confirmando que saiu em defesa da mesma, argumentando que o país é democrático e tem que se respeitar o voto, enfatizando sua indignação quanto aos protestos de "Fora Dilma".

A primeira pergunta foi sobre as promessas de campanha não cumpridas.

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Dilma se defendeu, enumerando os motivos. Primeiro, colocou a culpa nos ajustes fiscais que eram necessários, devido à crise de 2008. Lembrando que o Brasil era governado por Lula nesta época, que também a indicou para sucedê-lo. A seca no Nordeste também atrapalhou as promessas de campanha, segundo suas palavras.

Quanto às críticas ao seu governo divulgadas na mídia, mineiramente ela diz que o Presidente deve lê-las e aceitá-las sem levar para o lado pessoal, mas confessa que se entristece, embora não se assuste com colocações pesadas. Segundo Dilma, o que mais a amedronta é não estar à altura de seu povo. A Presidente poderia ter a certeza do contrário, pois segundo pesquisas, o povo anda temeroso com certas medidas governamentais recentes.

Continuando, Dilma expõe que uma de suas metas é fazer com que a inflação esteja dentro do normal, embora o povo brasileiro ache que o certo mesmo seria não tê-la.

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A crise na saúde, outro tema da pauta de Jô, foi justificada pela extinção da CPMF, imposto que garantia 40 milhões de reais para este setor. Pesquisando notícias antigas, não se tem registro de que os hospitais eram modelos de atendimento nos tempos da CPMF. O povo era, como até hoje, mal-atendido, sem vagas nos hospitais, adoeciam ou morriam nas filas, com profissionais da saúde insatisfeitos com seus salários.

Em outro bloco, Jô Soares lembrou que não há progresso sem educação, nem tecnologia de ponta, lamentando outra crise, a do setor educacional, cuja verba teve um enorme corte. A Presidente acha que o corte na educação, que é a grande questão para a mesma, não comprometeria o Brasil como pátria-educadora. Jô poderia ter convidado um profissional do ramo que trabalha no interior do Piauí, aonde o básico para o funcionamento das escolas não existe, e debater com a autoridade máxima, informando-lhe que o corte foi tão profundo, e as sequelas poderão ser desastrosas. Mas Dilma enaltece o acesso à Universidade, garantido pelo ENEM.

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Será que, com essas condições atuais de estudos e aulas, os alunos do interior do Nordeste poderão chegar no mínimo no Ensino Médio?

A quantidade excessiva de ministérios, que, para Dilma, são essenciais, como o Ministério das Mulheres, que defende a importância do combate à violência, pois é importante a questão de gênero no Brasil. Portanto, não se assustem se forem criados o Ministério do Índio, do Negro e dos Deficientes no Governo Dilma.

Na última pergunta, Jô quis saber como Dilma quer ser reconhecida nos livros de História. A Presidente responde que quer ser reconhecida como a pessoa que não abandonou o interesse de seu povo e a soberania de seu país. Pede esperança e autoconfiança, fatos que ainda não faltam.

Apesar de agradecido pela #entrevista história em sua carreira, Jô se esqueceu de ter se despedido com um beijo do Gordo. E era dia dos Namorados!  #Televisão