De posse de números que revelavam a inflação de 8,74 % ocorrida no Brasil nos doze últimos meses, a presidente Dilma Rousseff (#PT) fez um pronunciamento diretamente de Bruxelas (Bélgica), onde disse que estes números eram devidos à crise internacional e à seca no país.

Bastante preocupada, ela alertou que estes dados preocupam e que é preciso atuar no sentido de sua derrubada.

A conta de luz e o gasto com nos supermercados assustaram os brasileiros, principalmente a conta de luz, que em alguns casos chegou a dobrar. Do alto de uma segurança que ela está longe de poder manifestar na situação atual em que se encontra o país, foi possível ouvir o que pode ser considerado uma bravata: "O Brasil não pode conviver com taxa de inflação nos níveis atuais. Não pode e não vai" (sic).

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Dilma está na Bélgica para a II cúpula europeia - CELIC, que ocorre naquele país. As declarações da petista reverberam o que havia dito um dia antes o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A proposição da presidente e de seu ministro é trazer a inflação novamente para o patamar de 4,5%, como estava originalmente prevista.

Os economistas contestam o depoimento de Dilma ao considerar que o resultado da inflação é resultante da seca, um fenômeno sazonal. Com relação à influência da situação internacional, consideram os analistas que ela está contida em fronteiras delimitadas e que não atinge nosso país como a presidente disse. Para ela mesma, esta inflação era uma marolinha, que não iria provocar nada, mas que virou uma onda, mas ainda assim não pode ser responsabilizada como única culpada.

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Estes analistas consideram que erros presentes em decisões governamentais e a corrupção sendo desvelada, que trazem medo e provocam esta inflação. O que impressiona negativamente estes analistas é que a presidente sabe destes fatos, pois tem um excelente economista no Ministério da Fazenda. 

O problema situa-se nas pessoas de baixa renda, nas quais os impactos pela inflação são maiores. Agora resta esperar e, esquecendo discordâncias partidárias, torcer para que a presidente consiga virar este jogo. Mas ao sugerir que o povo continue consumindo, apesar da inflação, ela parece cometer mais um grande erro de avaliação. Quando não considera a inflação como consequência de erros estruturais, um novo erro é cometido. Assim, as consequências serão duras para todo o Brasil. #Crise econômica