Ovacionada por uma plateia repleta de militantes do Partido dos Trabalhadores (#PT), a presidenta Dilma Rousseff defendeu, na noite desta quinta-feira (11), o ajuste fiscal e as medidas econômicas adotadas pela sua equipe de #Governo, em seu discurso durante a abertura do 5° Congresso Nacional do partido, na Bahia, em Salvador.

Dilma tocou em um ponto crucial que tem, inclusive, desagradado setores do próprio PT. Ela mais uma vez defendeu as medidas de ajuste fiscal, que objetivam conter a inflação e custear contas gerais. Entretanto, essa é uma das principais críticas de correntes do partido contra o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

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Segundo esses grupos, Levy retira direitos sociais garantidos em anos de luta e gestões petistas.

Em um discurso de pouco menos de uma hora, Dilma avaliou como corajoso o seu governo. “Tivemos coragem de fazer esses ajustes, que são ações táticas. Precisamos fazer a leitura correta da atual conjuntura política. Somos um partido que entende que muitas vezes são necessárias medidas impostas por uma movimentação tática”, declarou.

Mais uma vez, a presidenta se comprometeu a encontrar caminhos de combate à inflação, antes de conclamar apoio de dirigentes petistas e militância, ciente dos péssimos indicadores de avaliação do governo. “Chegamos naquela hora de ver quem é quem. Sei que conto com o PT e com os partidos da base aliada. Sei que o PT está engajado nesse governo, que não pode prescindir nunca desse apoio”, salientou.

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#Lula e a caixinha

Antes da presidenta Dilma Rousseff fazer as suas ponderações, o seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, em seu discurso, que o PT seguisse o exemplo das igrejas católica e evangélica e passasse a solicitar uma contribuição da militância para o sustento do partido, o chamado “dízimo”.

“Temos que ter consciência que um verdadeiro militante do PT precisa ter a obrigação de contribuir com o partido. Pois se ninguém dá, quem vai dar? Não vai ser nenhum tucano. Não vou dizer quanto contribuirei, mas serei um forte contribuinte”, ressaltou o ex-presidente, antes de admitir que vê o partido em um “momento difícil e muito complicado”.