Um pedido de habeas corpus em nome do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva foi protocolado e entrou no sistema do Tribunal Regional Federal da 4ª Região na tarde desta quarta-feira (24). A assessoria do TRF-4 confirmou a informação. Embora seja um habeas corpus preventivo que consta nos autos da Operação #Lava Jato, o Instituto Lula negou que o pedido tenha partido do ex-presidente ou de alguém ligado a ele.

Por meio de nota oficial, a assessoria de Lula afirmou que "qualquer uma pessoa pode entrar com um pedido de habeas corpus, que pode ser tanto uma tentativa de defender alguém, como pode ser no sentido de provocação da oposição.

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Não sabemos de onde partiu, e gostaríamos de informar que o ex-presidente sequer é investigado, conforme já foi anunciado pelos investigadores".

Previsto na Constituição Federal, o habeas corpus é uma medida que objetiva evitar restrições inadequadas ao direito de ir e vir. O pedido pode ser feito sem o auxílio de um advogado, por exemplo, e pode ser feito por qualquer cidadão. O texto do Supremo Tribunal Federal (STF) diz que "qualquer pessoa pode recorrer, sem o intermédio de computador ou advogado; necessário que o seu autor aponte a ilegalidade do ato e a autoridade que determinou".

A informação de que Lula teria entrado com um pedido preventivo de habeas corpus em razão dos desmembramentos da Operação Lava Jato movimentou as redes sociais na manhã desta quinta-feira (25). O senador oposicionista Ronaldo Caiado (DEM-GO), se manifestou via twitter:

"Alguém informou ao Lula "Brahma" que ele seria preso nos próximos dias...", disse, ao postar junto a imagem do pedido de habeas corpus protocolado.

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Brahma seria o apelido pelo qual Lula era chamado por empreiteiros ligados às construtoras investigadas pela Lava Jato, descoberto em mensagens interceptadas pela investigação. As trocas de mensagens de texto entre o ex-presidente e esses diretores eram constantes. Nas conversas, viagens internacionais de Lula e palestras eram temas seguidamente abordados. #Corrupção