Ex-diretor do Banco do Brasil, o executivo ítalo-brasileiro Henrique Pizzolato terá seu último recurso contra sua extradição ao Brasil julgado nesta terça-feira, dia 23, pelo Conselho de Estado da Itália. Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de #Corrupção passiva, peculato e lavagem dinheiro no chamado esquema do "mensalão".


O ex-executivo teve sua extradição suspensa no dia 12 de junho, quando a justiça italiana acatou o recurso de sua defesa, que argumentou que o presídio da Papuda, em Brasília, não oferece condições propicias de encarceramento, classificando a ala destinada aos presos do mensalão como "vulnerável". A penitenciaria da capital federal, onde outros condenados pelo esquema cumprem pena, é o destino de Pizzolato em caso de extradição.


Com dupla cidadania, brasileira e italiana, o ex-diretor fugiu para o país europeu em 2013, utilizando documentos de seu falecido irmão. Pizzolato passou a ser considerado foragido pela polícia brasileira em 2014, e foi capturado pelas autoridades italianas em fevereiro do mesmo ano na região de Maranello, no norte do país.


O governo brasileiro tenta a extradição de Pizzolatto desde a ocasião de sua prisão, mas teve o pedido negado em primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha. Após recorrer, a Procuradoria-Geral da República conseguiu resultado positivo pela extradição em decisão da Corte de Cassação de Roma. O ex-diretor teve seu retorno ao Brasil decretado pela justiça taliana no último dia 24 de abril, mas sua defesa ainda tenta mantê-lo na Europa.


Na Itália, Pizzolato já cumpriu 11 meses de sua pena, que poderão ser abatidos do total que cumprirá no Brasil após sua extradição.
#Lava Jato