Governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, entrou no radar da Operação Acrônimo da Polícia Federal, que investiga indícios de irregularidades no financiamento de campanhas eleitorais.

Segundo a revista Época, Carolina Oliveira, mulher do governador, recebeu pagamentos em nome de sua empresa Oli Comunicações, que somam cerca de R$ 3,7 milhões, no período de 2011 e 2014. Desse total, cerca de 1,2 milhões foram  pagos pelo frigorífico Margrif,  pelo grupo francês, dono do Pão de Açúcar, Casino e pela empresa de publicidade Pepper.

O valor de R$ 2,4 milhões foi repassado à Oli pelo consultor Mario Rosa, amigo de Benedito Oliveira, o Bené, amigo de Pimentel.

Quais os indícios de irregularidades?

1) A empresa Oli Comunicações, segundo o Ministério Público, é uma empresa fantasma.

2) Carolina Oliveira admitiu ter recebido o dinheiro das empresas.

3) A Casino e a Margrif  tinham contratos com o BNDES, à época que o governador era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e a quem o banco era subordinado.

4) O banco adiou o vencimento de uma dívida da Marfrig de junho de 2015 para janeiro de 2017, no valor de 2,15 bilhões. Essa operação salvou o frigorífico da falência. Além disso, investiu tanto dinheiro na empresa, que se tornou o segundo maior acionista. Em 2014, a Marfrig devia R$ 8,4 bilhões. Continuando os indícios que houve desvio de dinheiro público,

5) Benedito, amigo do governador, já preso na operação, é um dos principais financiadores da campanha petista. Bené possui uma gráfica, a empresa Gráfica e Editora Brasil Ltda, que recebeu o valor de R$ 294,2 milhões, entre 2004 e 2014, dinheiro que saiu dos cofres públicos.

6) Os registros contábeis, encontrados na sede da empresa gráfica, são conflitantes com aqueles declarados à Justiça Federal, como despesas de campanha de Fernando Pimentel. 

O empresário Benedito Oliveira é amigo de longa data de Fernando Pimentel, a ponto de Bené pagar um resort de luxo, na Bahia, para o então ministro Pimentel e sua esposa, por dois dias. As despesas somaram a bagatela de 12,1 mil. A forte amizade também funcionou durante a campanha de Pimentel a governador de Minas, no ano passado. A PF descobriu que Bené pode ter feito caixa dois para o amigo. A técnica usada chama-se subfaturamento, ou seja lançar um valor de despesa menor nas contas da campanha. #Eleições #PT