Um grupo de senadores brasileiros que chegaram nessa quinta feira (18) à Venezuela, foi cercado e agredido por simpatizantes do #Governo do presidente Nicolás Maduro, que o impediu de deixar o aeroporto, em Caracas.

Os senadores divulgaram, pelas redes sociais, que ficaram sitiados, nas cercanias do aeroporto, e que a van onde estavam, foi atacada por um grupo de manifestantes, que tentaram quebrar o transporte. Diante de tanta hostilidade e violência, o grupo decidiu voltar para o aeroporto, até que tudo se acalmasse.

Os senadores Aécio Neves e Ronaldo Caiado, participantes da comitiva, entraram em contato com Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, cobrando uma posição do governo brasileiro. O assunto que domina o plenário em Brasília, ganhou contornos extremos, com a indignação dos deputados que repudiam o ocorrido, exigem providências e querem que o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, dê explicações formais.

O canal de TV, por assinatura, Globo News divulgou declaração de Eduardo Cunha, na qual ele diz ter recebido informação, que os senadores teriam retornado ao aeroporto e estariam voltando para o Brasil, sem cumprir a agenda.

A comitiva brasileira formada pelos parlamentares Aécio Neves (PSDB - MG), Ronaldo Caiado (DEM - GO), Aloysio Nunes (PSDB - S.P), Cássio Cunha Lima (PSDB - PB), José Agripino (DEM - RN), José Medeiros (PPS - MT), Sergio Petecão (PSD - AC) e Ricardo Ferraço (PMDB - ES) embarcou com destino ao país vizinho, com o objetivo de pressionar o presidente Maduro a libertar políticos opositores ao seu governo, que clamam por novas eleições.

Os líderes oposicionistas estão presos desde fevereiro de 2014, após protestos em nível nacional contra Maduro. Estava previsto um encontro dos senadores com parentes dos presos políticos e uma visita aos prisioneiros. 

A missão à Venezuela atende aos pedidos de ajuda de familiares de presos políticos, entre eles o líder do partido de oposição  Vontade Popular, Leopoldo López, acusado de instigar distúrbios públicos, danos a propriedade, formação de quadrilha e incêndio.  #Manifestação #Viagem