De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA), divulgada nesta terça-feira (21), o índice de aprovação da Presidente Dilma caiu de 10,8% em março, para 7,7% neste mês de julho. É o menor número histórico, superando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que em setembro de 1999 atingiu somente 8% de aprovação.

O resultado indica que apenas 7,7% dos entrevistados consideram o #Governo Dilma ótimo ou bom, enquanto 70,9% consideram ruim ou péssimo. Já 20,5% consideram o governo regular e 0,9% não souberam responder.

Impeachment, desemprego e saúde

Questionados sobre um possível pedido de impeachment, 62,8% dos entrevistados responderam a favor e 32,1% contra.

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5,1% não souberam ou não responderam.

A justificativa mais citada para os que são a favor da saída de Dilma, são as prováveis irregularidades na prestação de contas do governo. O segundo motivo, é a corrupção na Petrobrás. Foi mencionada também a eventual comprovação de irregularidades nas contas da campanha eleitoral.

A pesquisa revelou ainda, que mais da metade dos entrevistados acredita que o desemprego vai aumentar nos próximos seis meses. Apenas 13,6% dos que responderam à pesquisa creem em melhorias no setor da saúde.

Lava Jato

Entre os entrevistados que "ouviram falar" nas investigações da Operação Lava Jato, 65% opinaram que o ex-presidente Lula estaria envolvido e 69,2% culpam Dilma pela corrupção. Dos entrevistados que declararam acompanhar as notícias sobre as investigações, 40,4% pensam que o maior culpado é o governo.

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Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 cidades de 25 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em parceria com o MDA Pesquisa, realiza pesquisas de opinião em todo o território nacional desde 2013, sobre assuntos do momento como economia, política, saúde, educação, emprego, renda e segurança pública. Para o presidente da CNT Clésio Andrade, "a conclusão final da pesquisa mostra uma elevação do pessimismo do brasileiro em consequência da alta do custo de vida, do aumento da inflação, do crescimento do desemprego e da forte percepção sobre a corrupção e a incapacidade do governo em resolvê-la". #Dilma Rousseff #Crise