Sexta (17), Eduardo Cunha, presidente da Câmara, anunciou o seu rompimento com o governo do PT. Agora, ele começou a organizar todos os pedidos de #Impeachment que haviam sido entregues durante os últimos meses deste ano.

Na tarde da última sexta-feira, Cunha enviou ofício ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), já que ele havia feito denúncia em março pedindo por impeachment, solicitando uma denúncia atualizada. Na época, Bolsonaro afirmou que #Dilma Rousseff influenciou votações no Congresso e que ela não tem condições de governar o país após a descoberta do Petrolão. De acordo com Bolsonaro, Dilma cometeu crime contra administração pública e recebeu vantagem pelos desvios da Petrobras.

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Agora, Bolsonaro tem um prazo de dez dias para enviar sua resposta. 

De acordo com a assessoria de Eduardo Cunha, os pedidos passarão por uma análise, pois alguns contam com erros processuais. Até agora, o pedido feito por Jair Bolsonaro é o único que foi assinado por parlamentar. De acordo com Cunha, um parecer jurídico sobre o pedido feito por militantes do Movimento Brasil Livre deve ser dado em trinta dias. Também segundo ele, até agora "três ou quadro" pedidos já foram negados. 

Apesar disso, o presidente da Câmara afirma que o impeachment não deve ser "recurso eleitoral". Já as contas de governos anteriores serão analisadas a partir de agosto. As últimas contas de um presidente que foram analisadas foram as de Fernando Henrique Cardoso em 2002 - suas contas de 2001 foram aprovadas.

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Os dois mandatos de Lula e o primeiro mandato de Dilma nunca tiveram suas contas analisadas.

Eduardo Cunha autoriza abertura de CPIs

Após anunciar o seu rompimento com o governo, poucas horas depois Eduardo Cunha fez sua primeira ação contra o Planalto. Sexta-feira (17) ele autorizou que fossem criadas três CPIs. Uma delas irá investigar supostas irregularidades de empréstimos pelo BNDES, assunto que preocupa o governo petista.

As duas outras CPIs irão investigar maus tratos contra animais e crimes cibernéticos. As CPIs devem ser instaladas apenas em agosto, após o Congresso retornar de seu recesso.   #Corrupção