Na tarde de hoje, dia 30 de julho, a Câmara dos Deputados Federais aprovou o primeiro projeto do deputado Jair Bolsonaro (PP). O parlamentar tem 25 anos de casa, superior a muitos outros que já apresentaram propostas e passaram.

A emenda sugere que sejam emitidos "recibos" das urnas eletrônicas após o voto nas eleições. Deputado justifica que sempre sofreu perseguição por parte dos seus colegas e enxerga aprovação como vitória.

Segundo Bolsonaro, ele sempre esteve presente na Casa, porém seus projetos nunca foram encarados como sérios o suficiente. "Alguns projetos eu dou para outro deputado apresentar, porque se pintar meu nome não vai para frente", disse.

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O mandato de Bolsonaro como deputado federal completou 25 anos na última terça-feira, dia 16 de julho. O parlamentar experiente comemorou com seus correligionários a aprovação preliminar de uma proposta de emenda constitucional (PEC), que ele mesmo escreveu.

"Foi um gol aos 45 do segundo tempo", argumentou. Por telefone, a um site de notícias, ele disse que sua baixa produtividade é boato, pois sempre trabalhou arduamente pela República. Bolsonaro disse, ainda, que mais do que aprovar um projeto é importante que projetos de emenda ruins não vão pra frente.

O militar falou também que por tomar partido no campo político da direita, ele é visto como uma pessoa autoritária e pouco flexível. Para ele, isso não é verdade. "Sou discriminado", justificou.

O projeto de Bolsonaro foi aprovado por 433 votos contra 7 na Câmara dos Deputados.

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Agora, o parlamentar precisa passar novamente pela aprovação de seus companheiros de Casa. Após, o Senado precisa concordar também com o projeto para ser promulgado. 

Bolsonaro escreveu no projeto de emenda constitucional que, a partir dele "qualquer presidente de partido" poderá "requerer a recontagem manual" dos votos na eleição caso discorde do resultado.

O parlamentar é contra o governo da presidente Dilma Rousseff (#PT) e sugere que a diferença mínima poderia ter sido revertida caso necessário. "A chance de fraude é zero", afirmou. #Governo #Legislação