Ontem (12), Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, reafirmou que Renan Calheiros, presidente do Senado, recebeu propina no esquema de #Corrupção na Petrobras. Costa foi ouvido na 10ª fase de Operação Lava-Jato; ele e o doleiro Alberto Youssef foram os primeiros a darem depoimento nessa fase. Entre os acusados, estão o ex-tesoureiro do #PT João Vaccari Neto.

Tanto Costa quanto Youssef foram ouvidos durante quase quatro horas. Durante esse tempo, eles contaram em detalhes como funcionava o esquema de corrupção da Petrobras. Foram citados Renan Calheiros e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) como políticos que receberam propina.

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Costa afirmou que o dinheiro dado ao deputado ultrapassou o teto de 3%, que havia sido o combinado como limite dos repasses entre os políticos do esquema de corrupção.  

De acordo com Costa, Renan Calheiros dava sustentação política no PDMB, embora nunca tivesse negociado propina diretamente - na verdade, o deputado Aníbal Gomes era o seu representante e ele que negociava a propina. Calheiros nunca participou de reunião com empreiteiro algum, ao contrário de Gomes. 

Paulo Roberto Costa afirma ter recebido "um pouco mais de US$ 30 milhões" em propina fora do Brasil. No país, teria recebido entre R$ 6 e 8 milhões. Ele tinha contas em seu nome no exterior, que eram controladas por Bernardo Freiburghas, e também recebeu dinheiro na conta de seus genros, com depósito de Fernando Soares. Já Alberto Youssef foi questionado sobre os pagamento a Costa, e afirmou que pagou cerca de R$ 60 milhões no Brasil.

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Em seu depoimento, o doleiro também falou sobre os pagamentos de propina ao ex-tesoureiro do PT. Ele afirmou que parte das propinas eram pagas por meio de doações legais. Já Costa confirmou pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores que, segundo ele, tinha valores que chegavam via João Vaccari Neto.

O Ministério Público Federal questionou se Costa tinha poder de fazer algo para acabar com o cartel de empreiteiras. Ele respondeu que poderia, mas se calou. E que se tivesse denunciado na época, o cartel teria acabado e ele provavelmente não seria mais diretor da estatal.  #Lava Jato