O povo brasileiro, o mesmo que elegeu Dilma Rousseff para a Presidência da República, está pagando muito caro pelo seu voto. Jamais, em toda a história do Brasil, houve tantas demissões em massa. A taxa de desemprego é a maior em todas as gestões presidenciais.

Para tentar salvar a situação, o Governo recentemente lançou um plano que permite redução da jornada trabalhista e, consequentemente, redução salarial. Segundo os autores da medida, as perdas salariais serão compensadas pelo FAT - Fundo de Amparo ao Trabalhador. A justificativa é que a medida custa menos do que o pagamento do seguro-desemprego. Essa medida será destinada às empresas em crise econômica.

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É importante ressaltar que nunca houve tantas demissões em massa nos últimos tempos. Um dado alarmante é referente ao governo da petista, em que o número de demissões está na base dos grandes dígitos.

Para ter uma real dimensão da crise, no Estaleiro Mauá, um dos mais tradicionais de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, mais de 1000 funcionários foram demitidos. Em outro estaleiro, o Atlântico Sul, em Pernambuco, cerca de 1.400 pessoas ficaram sem emprego em abril deste ano, logo uma empresa que chegou a ter 11.000 trabalhadores, e hoje conta com menos da metade.

A indústria automotiva também teve demissões na casa dos milhares: 7.600 só no primeiro semestre de 2015. No setor petroleiro, milhares de demissões de empresas terceirizadas que colaboravam com a refinaria Abreu Lima foram efetuadas, por consequência da Operação Lava Jato.

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Na indústria naval, calcula-se que durante o governo Dilma Rousseff, 30 mil demissões foram feitas.

Além disso, como a corda se rompe sempre para o lado mais fraco, cerca de 18 bilhões em benefícios trabalhistas foram cortados pelo governo atual. As novas regras deixaram mais de 60% dos desempregados sem o seguro-desemprego. E a tendência do desemprego é crescer, sendo que os setores industriais e do petróleo, este último visto antes como promissor, serão os mais atingidos.

Não é justo que o trabalhador pague a conta, reduzindo seu salário em troca de uma estabilidade pouco confiável. O menos culpado pela crise na economia brasileira é o próprio trabalhador, e essa medida tem cheiro de paliativo.

Parte da população não acredita nas medidas do governo, pois na década de 90, a atual presidente tinha duas lojas de estilo R$ 1,99 que faliram em pouco mais de um ano. Na ocasião, Dilma colocou a culpa no governo FHC. A conclusão pode ser feita com a seguinte pergunta: quem não consegue administrar uma simples loja de 1,99 em menos de dois anos, teria competência para fazer o mesmo com um país, ainda mais como o Brasil? #Dilma Rousseff #Reforma política