A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (20), o inquérito referente à 14ª fase da Operação Lava-Jato. Foram indiciados Marcelo Odebrecht, presidente da holding Odebrecht S.A., quatro diretores e um ex-funcionário da empreiteira, o funcionário da Petrobrás Celso Araripe e um sócio-gerente da empresa Freitas Filho Construções Limitada. As acusações são lavagem de dinheiro, #Corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, organização criminosa e crime contra a ordem econômica.

O relatório, encaminhado ao Ministério Público Federal, aponta indícios de pagamentos de propinas e acerto prévio em pelo menos sete obras envolvendo a Odebrecht e a Petrobrás.

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Há também suspeitas de que houve acerto para venda de nafta, para a indústria plástica, braço petroquímico da Odebrecht, a preços mais baixos dos que os praticados para outra empresa, a Braskem. O relatório cita ainda outras irregularidades, como a participação da empreiteira em cartel para obter contratos com a estatal e o pagamento de propina ao ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco.

O presidente da empreiteira  também é suspeito de tentar atrapalhar as investigações da Operação.

Além de Marcelo Odebrecht, outros executivos da empresa, que foram indiciados, também estão presos. São eles: Rogério Santos de Araújo, Alexandrino de Salles Alencar, Márcio Faria da Silva e César Ramos Rocha. No relatório, a PF pede a manutenção da prisão preventiva, alegando a necessidade de garantir a ordem pública e "por conveniência da instrução criminal".

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Quando deflagrada esta etapa da Operação #Lava Jato, o delegado da Polícia Federal Eduardo Mauat da Silva informou que havia indícios concretos sobre todo o esquema de corrupção na estatal, envolvendo as maiores empreiteiras do país. Com o desenrolar das investigações, a PF acredita ter provas suficientes para que os envolvidos sejam condenados.

No domingo (19), outras nove pessoas, relacionadas com a Andrade Gutierrez, foram indiciadas pelos mesmos crimes.

Também nesta segunda-feira (20), foi dada a primeira sentença da Operação, que condenou três executivos da empresa Camargo Corrêa, pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.