Geralmente os delatores que utilizam a delação premiada são “incentivados” por livre, mas não necessariamente espontânea, vontade. Eles são, geralmente, ameaçados de punições que iriam além do que normalmente seria de se esperar.

A partir daí eles entregam outros participantes de atividades ilícitas. Um a um caem os companheiros de atividades politicamente incorretas, tais como corrupção, entre outras. Indo para um pouco além do estado de corrupção vigente no país, isto ocorre em todos os níveis.

Há ocasiões em que o cuidado não é tanto e algumas pessoas, entregam seus companheiros na base de agressões físicas que podem superar o seu imaginário pessoal, razão para a discrição ao falar delas.

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Por esta razão, não é fora de propósito considerar estranha a recente declaração do ministro Marco Aurélio Mello do Superior Tribunal Federal. Ele veio à público dizer que o objetivo dos detratores é salvar a própria pele.

Tal fato está implícito na própria atitude tomada de participação da delação premiada. Até agora 18 pessoas assinaram acordos de delação premiada, com o ministério Público Federal (MPF). O órgão é responsável pelas apurações da operação lava-jato.

A toda hora ela trancafia mais um dos responsáveis pelo que poderá vir a ser considerado, o maior escândalo de corrupção, acontecido no país. Algumas pessoas acham que, se isto ocorrer, será apenas até abrirem as comportas das falcatruas que ocorrem no setor elétrico. Quem viver verá, o tamanho do rombo, e novas delações premiadas.

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Quanto ao ministro, não se sabe se ele errou em sua declaração. Talvez tenha reconhecido explicitamente a existência de fortes pressões que abalam o psicológico dos que se apropriaram indevidamente de recursos de outras pessoas. Ele declarou: “o objetivo maior dos delatores é salvar a própria pele”. Ao deixar a última sessão do STF, antes do recesso de julho o ministro deixou os ouvintes ainda mais preocupados quando declarou esperar que as delações assinadas tenham sido espontâneas.

Para finalizar disse o ministro: “assento que eles [delatores] querem colaborar com a justiça, embora o objetivo maior seja o de salvar a própria pele ou amenizar penas futuras”. Depois disso nos resta desejar boas férias ao ministro, que pode ter dito isto por estar cansado, já que parece que este objetivo é explícito no ato da delação. #Governo