A Polícia Federal (PF) trabalhou durante todo o fim-de-semana, para concluir o inquérito da 14ª fase da Operação Lava Jato, que investigou a participação de duas das maiores empresas do país: Odebrecht e Andrade Gutierrez. O relatório, que deve ser divulgado hoje (20), encerra esta etapa das investigações sobre lavagem e desvio de dinheiro, que faziam parte de um bilionário esquema de #Corrupção.

Neste domingo (19), foi indiciado o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio de Azevedo, juntamente com quatro executivos da empreiteira e outros quatro operadores do esquema. As acusações são de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica.

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Dos nove indiciados, quatro já estão presos, entre eles, Otávio de Azevedo.

A delação premiada de Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobrás, foi uma das provas apresentadas no relatório da PF. Em depoimento, Barusco disse que os contratos da Andrade Gutierrez com a estatal chegavam a 4 bilhões de reais e afirmou que nestes contratos houve pagamento de propina.

Agora, os procuradores do Ministério Público Federal têm cinco dias para decidir se farão a denúncia contra estes nove indiciados.

Durante os depoimentos anteriores, os cinco presos relacionados à Odebrecht optaram por ficar calados, incluindo o presidente da empresa Marcelo Odebrecht. O delegado federal Eduardo Mauat da Silva declarou que todos tiveram oportunidade de expor a sua versão, mas optaram pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.

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De acordo com o que foi apurado durante as investigações, estas empresas pagavam propina aos diretores da Petrobrás através de contas bancárias no exterior. A defesa do Grupo Andrade Gutierrez, afirma não haver provas concretas para a prisão de seus executivos.

O envolvimento do ex-presidente #Lula

O procurador Valtan Mendes Furtado, integrante da Procuradoria da República do Distrito Federal, havia pedido a abertura de uma investigação contra o ex-presidente Lula, por suspeita de tráfico de influência em favor da Odebrecht, em obras financiadas pelo BNDES. A reação foi uma reclamação apresentada pela defesa de Lula ao Conselho Nacional do Ministério Público, pedindo apuração da conduta de Furtado, a suspensão do inquérito, além de abertura de sindicância e processo administrativo disciplinar contra o procurador.

Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, declarou que a campanha de reeleição de Lula, em 2006, recebeu 2,4 milhões de reais. Já a reeleição de Dilma foi mais cara: 7,5 milhões. De acordo com Pessoa, o dinheiro veio do esquema de corrupção da Petrobrás. Ele confirma um total de 62 milhões de reais, distribuídos entre políticos de diversas legendas. #Lava Jato