Pessoas do Palácio do Planalto passaram a afirmar que o momento atual é uma "crise institucional gravíssima". A opinião veio após #Eduardo Cunha, presidente da Câmara, ter rompido formalmente com o #Governo de #Dilma Rousseff. O rompimento veio após o presidente da Câmara acusar o governo de orquestrar uma ação para que Julio Camargo delatasse que pagou US$ 5 milhões em propina para ele. Até agora, Camargo negava ter dado qualquer dinheiro a Cunha.

A notícia do rompimento foi dada sexta (17) de manhã, e após ela ter sido divulgada, o ministro da Comunicação Social Edinho Silva, ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo analisaram algum tipo de reação ao novo posicionamento de Eduardo Cunha.

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A conclusão foi a de que não se devia criar ainda mais tensão com o presidente da Câmara.

Os ministros acreditam que o poder Executivo já estava mais frágil, tanto pelas ações do peemedebista quanto pelas denúncias frequentes de corrupção e pela crise econômica. Ao mesmo tempo, assessores da presidente acreditam que o depoimento de que o lobista teria pago propina para Cunha deixa o jogo mais "equilibrado", pois o enfraquece em um momento que o governo já estava fraco.  

Com o enfraquecimento de Eduardo Cunha, os ministros acreditam que o espaço para novas lideranças no Congresso surgirem foi aberto. Há, inclusive, quem defenda que o governo deveria entrar em contato com o PSDB para entrar em acordo e isolar de vez Cunha para desestabilizar ele e seus aliados. Ainda assim, há o receio de que as retaliações do presidente da Câmara piorem ainda mais o governo, que está com aprovação de menos de 10%.

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Retaliação

A retaliação que o governo petista mais teme é que Cunha avance no processo de impeachment contra Dilma. Aliados do presidente da Câmara afirmam que isso vai depender do "timing", que será medido por meio da intensidade das manifestações contra a presidente que estão marcadas para o dia 16 de agosto.

E uma das coisas que mais preocupa o governo é a CPI do BNDES, que Cunha acelerou a instalação, pois Luciano Coutinho, presidente do banco, pode ter que falar sobre supostos pedidos de ajuda que fez a empresários sobre a campanha de 2014 de Dilma Rousseff.