A Polícia Federal divulgou terça (21) relatório parcial sobre o indiciamento dos executivos da Odebrecht, atual maior empreiteira do Brasil, por crime contra ordem econômica, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. O relatório aponta 'cortina de fumaça', 'policiais dissidentes' e 'obstáculos' para as apurações da Operação #Lava Jato.

De acordo com a Polícia Federal, Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira, tinha uma série de estratégias para confrontar as investigações da Lava Jato e seu objetivo seria criar 'cortinas de fumaça' e 'obstáculos'. Ele também teria apoio de 'policiais federais divergentes', apoio estratégico de pessoas da OAB e ataques às investigações internas da estatal. 

O relatório da PF conta com 64 páginas e traz um panorama completo de anotações feitas pelo presidente da empreiteira nos materiais apreendidos, emails e telefone celular.

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Marcelo Odebrecht foi preso no dia 19 de junho ao lado de mais cinco executivos e ex-executivos do grupo. Ele continua preso em Curitiba. 

Nos documentos apreendidos, o presidente também detalha sua conduta sobre as irregularidades indicadas na Operação Lava Jato. Também de acordo com o documento, o material apreendido prova que Odebrecht sabia sobre todas as irregularidades que envolviam sua empresa como também já tinha programado qual postura adotaria ao se ver confrontado durante a investigação. O documento servirá como base para a denúncia que a PF deve fazer ao MPF ainda esta semana. 

Policiais dissidentes

Uma das denúncias mais graves presentes no relatório é sobre Marcelo Odebrecht supostamente tentar amenizar e neutralizar as investigações utilizando 'dissidentes' dentro da Polícia Federal.

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No relatório, é detalhado que o empresário detalha passo a passo do que deve ser tomado como 'ações B', uma espécie de plano alternativo. Entre essas ações, estão 'expor grandes', 'parar apuração interna', 'blindar Tau', 'trabalhar para anular (dissidentes PF...)' e 'desbloqueio OOG'.

A empreiteira se pronunciou por meio de nota e afirmou que aguardará a oportunidade de exercer o direito de defesa e que o relatório da PF mostra interpretações sem contexto, distorcidas e sem lógica temporal.  #Petrobras #Corrupção