No final de junho desse ano, quando Marcelo Odebrecht foi preso, ele entregou um bilhete aos seus advogados com a mensagem "destruir e-mail sondas". Ele foi preso por suspeita de participação no Petrolão, esquema de corrupção da Petrobras.

Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação Lava Jato, entendeu esse pedido como uma prova de participação no cartel. De acordo com os advogados de Odebrecht, o verbo "destruir" na verdade se referia a estratégia processual, e não eliminação de provas. De acordo com eles, "destruir" foi usado no sentido de "rebater" e "desconstituir".

Hoje (13), a Polícia Federal, por meio da delegada Renata da Silva Rodrigues, responsável pelo inquérito policial sobre o bilhete, deu o prazo de 24 horas para que seja apresentado o bilhete original, já que o apreendido foi uma cópia feita pelos policiais que o verificaram antes de fazer a entrega aos advogados.

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A Polícia Federal já havia solicitado o bilhete original, mas o pedido não havia sido atendido até agora. Renata da Silva Rodrigues é responsável por verificar se a frase significa "ordem para destruir provas no bojo da investigação criminal". 

A Polícia Federal pede que o documento original seja entregue da forma "mais célere possível". Por isso, foi pedido que o juiz Sérgio Moro intime os advogados de Odebrecht e marque o seu depoimento sobre o teor do bilhete. E o pedido foi atendido: Ele deve prestar depoimento quinta-feira (16). 

Marcelo Odebrecht está preso desde o dia 19 de junho. Esse será o primeiro depoimento do presidente da construtora desde o dia em que foi preso. Sua prisão foi feita de forma preventiva, por isso não há data para responder às acusações em liberdade, assim como nenhuma denúncia formal.

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Vale ressaltar: A prisão preventiva é diferente da temporária. Essa segunda tem um prazo de cinco dias para se encerrar, podendo ser prorrogada por mais cinco. Já a preventiva é feita quando o suspeito tem a chance de interferir no andamento das investigações atuais. De acordo com o Ministério Público Federal, as empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht tinham esquema de #Corrupção "sofisticado" com a #Petrobras, com depósitos feitos fora do Brasil.