A mais recente etapa da Operação #Lava Jato foi deflagrada nesta terça-feira, 14 de julho. Dentre os investigados desta nova fase da operação está o ex-presidente da República (1989-1992) e atual senador pelo PTB do estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello. Além de Collor, ex-ministros do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (2011-2014) e políticos do partido PP também entraram na lista de investigados da Lava Jato.

Cumprindo mandato de busca e apreensão, a Polícia Federal investiga imóveis de todos os citados acima, sobretudo, Collor, que teve busca da PF em duas das suas residências (em Brasília e em Alagoas), além da TV Gazeta-AL, filial da Rede Globo na região, que pertence à família do ex-presidente do Brasil.

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Fernando Collor sofreu Impeachment em 1992 após se envolver em um grande esquema de corrupção que causou enorme revolta popular. Milhares de pessoas na época foram às ruas para pedir a renuncia de Collor. O movimento ficou historicamente conhecido como os "caras pintadas".

Dentre os outros que estão sendo investigados nesta nova etapa da Lava Jato, a maioria são vinculados ao partido da sigla PP. São eles: o presidente nacional do partido Ciro Nogueira, do estado do Piauí, o ex-ministro Mário Negromonte, do estado da Bahia, e o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP de Pernambuco. Além deles, outro investigado é o também ex-ministro e atual senador Fernando Bezerra Coelho, vinculado ao PSB do estado de Pernambuco.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandovski, Celso de Mello e Teori Zawascki já expediram 53 mandados de busca e apreensão para a Polícia Federal em todas as 14 etapas da Operação Lava Jato.

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Todos os investigados são políticos com mandatos. No entanto, ainda não existem prisões previstas pelo STF. Dos 53 mandados de busca, 12 foram no Distrito Federal, 11 no estado da Bahia, 8 no estado de Pernambuco, 7 no estado de Alagoas, 5 no estado de Santa Catarina, 5 no estado do Rio de Janeiro e mais 5 no estado de São Paulo.