Na última quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve reunido como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e com Paulinho da Força (SD-SP), deputado e líder da segunda maior central sindical do país. Em pauta, a crise política que envolve o atual governo e um eventual pedido de cassação de #Dilma Rousseff.

A audiência se deu durante um luxuoso café da manhã servido na casa da presidência da Câmara, ocupada no momento por Cunha. Nos bastidores, comenta-se que a crise foi debatida nos mínimos detalhes. Em um primeiro momento, as autoridades fizeram uma avaliação da situação da chapa encabeçada por Dilma no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde há em curso uma investigação por financiamento ilegal de campanha e abuso de poder.

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No entanto, Cunha, Mendes e Paulinho chegaram à conclusão de que um pedido de #Impeachment, no momento, é praticamente impossível. Uma eventual cassação dificilmente seria bem recebida no tribunal, que até então se mostra dividido a respeito do tema.

Os presentes também debateram uma outra dificuldade na qual o ingresso do impeachment esbarraria: a resistência da Câmara. No diagnóstico feito, estabeleceu-se um consenso de que seria inviável atingir os 342 votos a favor que a Constituição impõe para que uma demanda desta natureza seja realizada.

Dentro desse contexto, Paulinho da Força só viu uma última alternativa para um eventual impedimento do governo Dilma Rousseff. Para ele, o PMDB poderia, entre si, fazer um acordo para a mudança no panorama político atual. Assim sendo, o deputado paulista sugere que o impeachment só avançaria caso houvesse uma união de discurso e diálogo entre Eduardo Cunha, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), Renan Calheiros (PMDB), presidente do Senado, e Aécio Neves (PSDB-MG), senador e candidato à presidência derrotado em segundo turno nas últimas eleições.

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Caso essa união sugerida dê liga, Temer governaria o país numa espécie de "triunvirato" compartilhando poderes com os presidentes do Senado e Câmara até o novo pleito de 2018.