Demorou cerca de dois meses, mas, enfim, o senado instalou nesta terça-feira, 14, a tão aclamada e aguardada CPI do #Futebol. O alvo principal das investigações será a Confederação Brasileira de Futebol, CBF, órgão máximo do futebol brasileiro há 44 anos. Crítico ferrenho do órgão, o ex-jogador e atual senador da República pelo PSB do estado do Rio de Janeiro, Romário Faria, foi eleito o presidente da CPI após acordo entre os partidos do senado.

A princípio, Romário trabalhava para ser o relator, função que acabou sendo atribuída para o senador Romero Jucá do PMDB do estado de Roraima.

A escolha de Romero Jucá como relator da CPI do futebol já vem gerando polêmica no senado e em todo o cenário politico.

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Isso porque, o senador tem ligação politica com o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney, hoje vinculado ao PMDB do estado do Amapá, e este tem um filho, Fernando Macieira Sarney, que é um dos dirigentes da CBF, principal alvo das investigações. Jucá negou as acusações de que a sua escolha para o cargo teria o objetivo de amenizar as denuncias contra a entidade. Ele garante total imparcialidade na definição dos rumos da CPI e na configuração do relatório final.

Já o presidente da CPI, o senador Romário, afirmou que quer a ajuda da Polícia Federal e que vai solicitar de imediato a quebra de sigilo não apenas da CBF, mas também de todas as federações de futebol pelo país, além dos clubes e dirigentes, os chamados "cartolas", espalhados Brasil afora. Segundo Romário, o objetivo da CPI é prender todos aqueles que cometeram e ainda cometem crimes ligados ao futebol, o que, segundo o senador, vem acabando com o futebol brasileiro.

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Mundialmente conhecido pela enorme contribuição que deu ao Brasil dentro de campo, sendo um dos maiores jogadores e artilheiros da história do futebol brasileiro, campeão do mundo em 1994, agora o "baixinho" quer marcar um golaço também em sua carreira política, expulsando, definitivamente, os corruptos que vem, há anos, enriquecendo suas contas bancarias a custa do futebol.

A previsão de início das investigações é para o mês de agosto.